Engenheiro nega indicação para administrar Codern de
Areia Branca
 

LUCIANO OLIVEIRA
Editoria do Regional
regional@omossoroense.com.br

Porto-Ilha garante a sobrevivência da Codern de Areia Branca  AREIA BRANCA – O engenheiro Francisco Costa Júnior, funcionário de carreira da Cia. Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), em Areia Branca, disse desconhecer qualquer assunto relacionado à indicação do seu nome para a gerência administrativa da empresa no município. “Não têm procedência os rumores veiculados na imprensa. Nunca tive nem tenho pretensão de assumir o comando da Codern”, enfatiza.

Costa Júnior disse que ficou surpreso ao ser informado por familiares, que seu nome figurava como indicado do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Areia Branca para o cargo de gerente-administrativo da Codern local. “Desconheço o fato e deixo claro que não tenho nenhuma ligação com esse partido nem com nenhuma outra facção política”, afirma.

A suposta indicação de Costa Júnior para a Codern foi veiculada na coluna “Zona Franca” de domingo, 20, com base num comunicado enviado O Mossoroense por um dos expoentes do diretório do PTB local. O texto dizia que caberia ao partido, a nível regional, a indicação do novo gerente-administrativo da empresa no município, que administra também o Porto-Ilha. A nota dizia ainda que o partido já havia emplacado na diretoria da empresa, em Natal, o engenheiro Leopoldo Rosado, indicado pelo ex-senador Tasso Rosado. E para a Codern em Areia Branca, um dos nomes mais cotados era o do engenheiro Costa Júnior. Nome, aliás, que já havia sido citado em outras oportunidades. “Agora, o PTB acredita que poderá oficializar a indicação do engenheiro para o cargo”, finaliza a nota.

Ontem, em contato com a reportagem, Costa Júnior tratou de desfazer o boato. “Da minha parte não há nenhum interesse em assumir a direção da Codern local. Estou satisfeito com a função que ocupo na empresa”, conclui.

DERROCADA – A Codern teve um passado de glória no município. Até a década de 80 a empresa era a mais estruturada do setor. Possuía a maior frota de embarcações para transportar o sal diretamente das salinas para o seu terminal de exportação do produto para os diversos Estados brasileiros e países do mundo inteiro. Tinha um quadro funcional numeroso, pagando religiosamente em dia salários invejáveis.

Naquela época, a Codern era o objeto do desejo e o cargo de administrador da mesma era motivo de disputa acirrada nos bastidores. Uma série de fatores contribuiu para a derrocada da empresa, reduzindo drasticamente sua estrutura e limitando suas ações.

Nos últimos anos não existe disputa pelo cargo de direção da empresa a nível local. Os próprios funcionários graduados, mais indicados para assumir a função, não demonstram nenhum interesse. Entende-se que não há o que administrar. Sem falar que não há compensação salarial.
  Na realidade, o que mantém a Codern “viva” em Areia Branca é o Porto-Ilha.
  Aquele terminal tem uma importância ímpar para a empresa, servindo inclusive de sustentáculo (em termos financeiros) para a “matriz”, em Natal.  
 

 

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Mossoró-RN, quinta-feira, 24 de abril de 2003