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Falta de trigo vai elevar preço do macarrão em 10% em todo o país, diz indústria

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) divulgou nota informando que haverá aumento de até 10% no preço do macarrão no Brasil inteiro.

O motivo é a redução da safra de trigo, que resultou no aumento do valor da farinha de trigo, principal matéria-prima do produto.

O repasse chegará às gôndolas dos supermercados nas próximas semanas, pois a maior parte dos fabricantes já começou a receber a farinha de trigo com os preços reajustados.

No Brasil, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra 2006 terá queda de 27,6%, em relação ao ano anterior.

A redução de área de plantio foi de 25,03%. A baixa produção também foi influenciada pelas condições climáticas adversas nas regiões de plantio, que sofreram com falta de chuva e geada.

O país terá de importar mais trigo, mas também as nações exportadoras enfrentam dificuldades, segundo a Abima. A Argentina, principal fornecedora do Brasil, não deve ter trigo suficiente para atender toda a demanda brasileira, que deve chegar a 7,5 milhões de toneladas.

Países como Canadá, Austrália e EUA também confirmam possíveis perdas nas safras locais. A produção do cereal na Austrália deve ficar em 16,4 milhões de toneladas na próxima safra, muito abaixo das 25,1 milhões de toneladas produzidas no ano passado.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que a produção canadense de trigo ficará 6,5 milhões de toneladas abaixo da safra anterior, que foi de 25,0 milhões de toneladas.

"Todo ano o Brasil costuma importar trigo. Com a queda na safra, a quantidade comprada de fora terá que ser maior. Já sabemos que a Argentina não terá a quantia necessária para o Brasil. A opção será importar de fora do Mercosul, o que vai acarretar impacto ainda maior no valor", diz Eliane Kay, presidente da Abima.

De acordo com a associação, a produção nacional de trigo supre até 40% do consumo anual interno, sendo os outros 60% oriundos de importações.

 

 

 

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