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Reta final apimentada
Os últimos dias da campanha eleitoral
no Rio Grande do Norte têm se mostrado apimentados.
Seja por conta das denúncias de crime eleitoral, seja
pela evidência de que o dinheiro público foi empregado
de forma errônea e a deixar rastros, dúvidas e interrogações.
No pequeno espaço de uma semana e quando pouquíssimos
dias nos separam da data prevista para a eleição, surgiram
vários casos na imprensa: foi o uso do avião oficial
a serviço do presidente do Tribunal de Contas, Alcimar
Torquato, e dos deputados Robinson Faria e do candidato,
seu filho, Fábio Faria. Depois veio a denúncia formulada
pelo PSDB contra a candidata ao Senado pelo PFL potiguar,
Rosalba Ciarlini, dando contas de que esta teria oferecido
uma geladeira para a paróquia de Macaíba durante uma
movimentação eleitoral naquela cidade. E, por fim, surgiu
o caso da contratação de bandas para o "Mossoró
- Cidade Junina" pela prefeitura de Mossoró no
ano passado quando de uma movimentação superior ra 2
milhões de reais sem as devidas comprovações que deveriam
ser feitas mediante a emissão de notas fiscais e outros
documentos correlatos etc.
Como se pode observar são realmente
temas quentes que apimentaram a reta final da disputa.
Enquanto isso, os dias avançam e pairam no ar ameaças
de novas pesadas críticas, acusações, denúncias, todas
elas com ingredientes fortíssimos e capazes de cada
vez mais esquentar a disputa.
Na verdade, o caso que chama mais
a atenção é esse da contratação de bandas pela prefeitura
para o "Mossoró - Cidade Junina" no ano passado.
O envolvimento direto de figuras destacadas do governo
municipal deixa no ar uma situação preocupante para
o pessoal que ocupa o Palácio da Resistência.
De qualquer maneira pelo que a gente
pode observar todos os atos, todos eles, indistintamente,
são condenáveis e causam indignação porque afinal das
contas envolvem a utilização de dinheiro do próprio
povo. O poder público municipal se mostra atordoado
com essa situação cujas denúncias não partiram de nenhum
partido ou político de oposição, mas sim do próprio
Ministério Público através da Delegacia do Patrimônio
Público.
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