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Depois de muita confusão com greve
de jogador, salários atrasados e até falta de dinheiro
para viajar, a diretoria do Rio Negro de Manaus conseguiu
resolver em parte a situação e chegar a Fortaleza, onde
hoje enfrenta o Ferroviário pela terceira fase do Campeonato
Brasileiro da Série C.
Mas a situação continua crítica, inclusive
com o time comandado pelo técnico Mirandinha que, por
conta de toda a confusão, só teve condições de treinar
uma vez antes desse jogo, exatamente o apronto na tarde
de sexta-feira.
A confusão deve se agravar na próxima
semana, no caso da diretoria não conseguir dinheiro
para quitar parte dos salários atrasados. O time amazonense
ainda tem um jogo para cumprir nesta fase, além do confronto
de hoje. No sábado, 30, terá que viajar até Salvador
para enfrentar o Bahia. Se não aparecer dinheiro, a
greve pode ser retomada. Quanto às passagens para Salvador,
a prefeitura de Manaus já fez a doação.
Para amenizar a questão salarial,
a diretoria do Rio Negro espera poder arrecadar, no
mínimo, R$ 20 mil através de doações da torcida e receber
mais R$ 300 mil, fruto de uma parceria fechada com a
prefeitura da cidade em junho. Como o clube está inadimplente
com o INSS, o setor jurídico do município vetou o repasse.
Sobre a intenção da diretoria de abandonar
o Brasileiro da Série C, caso viesse a acontecer, o
clube seria punido pela CBF com 2 anos de afastamento
de todas as competições oficiais.
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