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LUCIANO OLIVEIRA Da Editoria
do Regional
AREIA BRANCA - Para quem nunca foi
ao cinema a oportunidade de realizar esse sonho, proporcionada
pelo Projeto Cine Sesi Cultural, está se constituindo
numa descoberta de um mundo novo.
Desde a última sexta-feira a rotina
da cidade está acrescida de um pouco de aventura, ficção,
romance, comédia, fantasia e muita informação. Esta
é a receita do projeto promovido pelo Serviço Social
da Indústria (Sesi), que leva, por meio das telas de
cinema, muita emoção, entretenimento, lazer e diversão
a várias cidades do país.
Com o objetivo de formar platéias
e permitir um acesso mais amplo da população à expressão
cinematográfica, o Projeto Cine Sesi Cultural estará
até a noite de hoje, no largo do antigo Cine Miramar,
numa área preparada pela prefeitura, que apóia a iniciativa,
para abrigar toda a estrutura.
Segundo a produtora do projeto para
o Rio Grande do Norte, Ruth Pinho, a exibição dos filmes
começa sempre às 18h30, com um longa-metragem precedido
de um curta-metragem nacional. Na abertura, na última
sexta-feira, o público assistiu ao filme institucional
do Cine Sesi Cultural, seguido do curta "Os Olhos
de Pianista" e o longa "Tapete Vermelho".
Ontem foi a vez de "Branco"
e de "Lisbela e o Prisioneiro". Hoje a platéia
vai assistir "Aquarela" e o premiado longa
"Harry Potter e O Cálice de Fogo".
As projeções do Cine Sesi são realizadas
com alto padrão de qualidade técnica e de conteúdo.
Apesar dos filmes serem exibidos ao ar livre, a impressão
que passa é de uma sala de cinema normal, graças ao
projetor de 35 mm, a tela alto alvura tem 12m x 7m,
som com três vias de 2000 watts e projetor Hi-light
Xenon de 2000 watts, cinemascope, o que garante a qualidade
de imagem e som a uma distância considerável.
A produtora Ruth Pinho explica que
a escolha da programação passa por um criterioso estudo
de avaliação, uma vez que o projeto, além da idéia de
levar entretenimento de qualidade às cidades, tem uma
função educativa importante para sua população.
As obras escolhidas dialogam com a
cultura nacional e permitem ao espectador uma fácil
identificação com o universo mostrado pelos filmes,
levando-o a se reconhecer na tela e a refletir sobre
sua própria condição de agente inspirador das expressões
artísticas contemporâneas.
Sobre colocar o filme "Harry
Potter e o Cálice de Fogo" na programação, a coordenação
do projeto explica que isso obedece a uma lógica que
visa não excluir o público de cidades do interior da
possibilidade de conhecer também um pouco da grande
produção comercial de modo que ele tenha, inclusive,
parâmetros para pensar a sua relação com outras culturas.
Estrutura ocupa área que abrigou
um dos mais modernos cinemas do Rio Grande do Norte
A escolha do terreno do antigo Cine
Miramar para instalar o Projeto Cine Sesi Cultural não
foi aleatória. Na verdade a idéia foi a de aproveitar
um espaço que estava ocioso, mas que reflete na população
um certo saudosismo por ter abrigado um dos mais modernos
cinemas da época, que inclusive serviu de palco para
shows inesquecíveis do teatro de revista.
Muitos areia-branquenses que viveram
os anos áureos do saudoso cinema contam que ali se apresentaram
nomes consagrados da música como Cauby Peixoto, Trio
Irakitan, além de shows carregados de malícia protagonizados
por estrelas do teatro de revista, como Virgínia Lane.
Para o presidente da Fundação Areia
Branca de Cultura, João Rodrigues Filho, o prefeito
Manoel Cunha Neto, "Souza" (PP), foi feliz
quando concordou que o Projeto Cine Sesi Cultural fosse
instalado naquele local, onde se pretende num futuro
próximo construir um espaço destinado às manifestações
culturais da cidade.No local, além da estrutura de telão
e sistema de sonorização, foram distribuídas cerca de
500 cadeiras para acomodação do público. Um imenso tapete
vermelho completa a ambientação. Ali, também, são acomodadas
as crianças para que tenham uma visão privilegiada do
que está sendo exibido.
Outro fator positivo do projeto é
que durante a sua passagem pela cidade os vendedores
de pipoca, cachorro-quente, batata frita e similares
comercializam seus produtos e aquecem a economia informal.
Sem contar que criam um clima de cinema no interior.
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