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RIMAS DE AMOR E DOR

Rodrigo Faro já pode se considerar um especialista em tipos românticos. Embora tenha interpretado personagens cômicos e dramáticos em diferentes produções televisivas, quase todos sofriam por amor. O Guilherme, de “Chocolate Com Pimenta”, não foge à regra. Vive a suspirar pela Celina, de Samara Felippo. A diferença é que o ator encarna, pela primeira vez, um personagem cobiçado por duas mulheres - as irmãs Celina e Graça, vilãzinha interpretada por Nívea Stelmann. “O personagem mais difícil para um ator viver é sempre o romântico. Se não tiver cuidado, fica piegas”, defende Rodrigo - que afirma sempre ter admirado o trabalho de Tony Ramos, veterano em papéis românticos.

Na trama de Walcyr Carrasco, Guilherme anda se lamentando pelos cantos. Enganado por Graça - que só pensa em fisgar o rapaz -, ele acredita que Celina vai se casar por vontade própria com o Conde Klauss, de Cláudio Corrêa e Castro. Nos bastidores, porém, Rodrigo garante que o clima é outro. “A Nívea e a Samara ficam brincando de me disputar. E o Murilo Benício é muito engraçado... Faz tanta palhaçada que, na hora de gravar, fica difícil segurar o riso”, entrega o ator, que divide boa parte das cenas com o intérprete do protagonista Danilo.

Aos 30 anos, Rodrigo emenda sua quarta produção de época na Globo. Antes de ser chamado para viver o Guilherme de “Chocolate Com Pimenta”, ele encarnou o sensato Joaquim, de “A Casa das Sete Mulheres”, o enrolado Faustino, de “A Padroeira” e o vaidoso Heitor, de “O Cravo e a Rosa” - outra novela de Walcyr Carrasco ambientada nos anos 20. O ator atribui o fato à “mera coincidência” e diz que o único lado chato desse tipo de trabalho é ter de usar figurino de época. “Só sinto falta das produções contemporâneas na hora que olho aqueles ternos quentes... Camiseta e jeans são uma bênção!”, confessa, bem-humorado.

Mas Rodrigo Faro sabe bem que a carreira artística exige alguns sacrifícios. Aos dez anos, ele já fazia teatro e aos 13, apresentava na Band o infantil “ZY Bem Bom”. Entre 91 e 93, integrou o grupo musical Dominó. Em 96, Rodrigo estreou em novelas, num pequeno papel em “Antônio Alves, O Taxista”, do SBT. No ano seguinte, foi para a Globo viver o Beraldo, de “A Indomada”, de Aguinaldo Silva. Como o cinegrafista Bruno, par da repórter Alice, de Cássia Linhares, protagonizou a temporada de 98 de “Malhação”. Em 99, voltou ao horário nobre em outra novela de Aguinaldo Silva. Ele encarnou o carismático Renildo, de “Suave Veneno”, um craque de futebol que descobria ter uma doença degenerativa. “Foi meu personagem mais dramático e popular”, lembra.

No ano seguinte, Rodrigo somou mais um esportista à galeria: o atleta oportunista Heitor, de “O Cravo e a Rosa”, de Walcyr Carrasco. Foi, ao mesmo tempo, seu primeiro vilão e papel cômico. “Ali, provei que podia fazer outros tipos, além do bom rapaz”, diz. Mas parece que Rodrigo é mesmo mais lembrado para viver os tipos de caráter imaculado, ou quase... O Faustino, de “A Padroeira”, por exemplo, era um herói romântico por acidente. Entre uma armação e outra, ganhou não só o coração da doce Izabel, de Mariana Ximenes, como faturou o posto informal de protagonista da novela.  “Não podia imaginar que o personagem cresceria tão rapidamente”, diz o ator, que entrou no meio da produção para ajudar a levantar a audiência.

Audiência, porém, não é problema para “Chocolate Com Pimenta”, que se mantém na generosa média de 40 pontos de ibope, dez acima do previsto para o horário. Para Rodrigo, o mérito vai do texto irretocável de Walcyr Carrasco à direção ágil e cuidadosa de Jorge Fernando. “Parece que ele tem mil olhos, cuida de toda a produção e ainda é atencioso com os atores. É um privilégio trabalhar com profissionais assim”, elogia.

Paixões e canções

Toda vez que entrava em cena como o íntegro Joaquim, de “A Casa das Sete Mulheres”, Rodrigo Faro sentia-se no fio de uma navalha. Afinal, cabia a ele interpretar um personagem sem arroubos de paixão nem ódio. Mas que sofria, resignado, por amar Manuela, de Camila Morgado, sem ser correspondido. Por isso mesmo, o ator acredita que este foi o papel mais maduro de sua carreira. “O Joaquim exigiu muito de mim. Era um cara sensível, mas que tinha a sua força. Se errasse no tom, ele se perdia”, analisa o ator, que também cantou a música-tema do personagem.

A oportunidade de mostrar seu trabalho de ator e de cantor numa mesma produção foi recebida com entusiasmo. Há dez anos, Rodrigo investe paralelamente na carreira musical. Entre 91 e 93, esteve nas paradas de sucesso com o grupo Dominó, uma versão tupiniquim de Os Menudos - que, nos anos 80, levavam hordas de adolescentes à histeria coletiva. Com o Dominó, Rodrigo chegou a gravar um disco e fazer shows pelo país, mas não valoriza o feito. “Foi uma passagem que eu tive pela música no grupo”, desconversa. A carreira voltou a deslanchar após uma participação num CD de Angélica. Desde então, o ator-cantor lançou dois discos - o primeiro, romântico, e o segundo no estilo “pop-rock”. “Mas é muito difícil conciliar as duas carreiras”, reconhece Rodrigo - que vem priorizando o trabalho como ator.

Instantâneas

# Aos 13 anos, Rodrigo Faro apresentou o infantil “ZY Bem Bom”, da Band. Depois, dividiu com Mylla Christie e Otaviano Costa o programa jovem “Check Point”, da Record. “Pena que, meu contrato na Globo não me permite apresentar programas”, lamenta Rodrigo, que mesmo assim, chegou a comandar uma das edições de “Fama”, ao lado de Angélica.

# Rodrigo acaba de virar empresário de moda. Ele lançou este mês uma linha de camisas com a marca Faro, que será distribuída a lojas por todo o Brasil.

# Quando não está trabalhando, Rodrigo aproveita para praticar esportes, como vôlei e natação.

# Para viver o jogador de futebol Renildo, em “Suave Veneno”, Rodrigo teve de suar a camisa. Primeiro, disputou o papel com outros 40 candidatos. Depois, visitou clubes, conversou com jogadores e até ouviu os conselhos do técnico Luiz Felipe Scollari.

# Ainda quando interpretava o craque flamenguista, Rodrigo se surpreendeu quando foi ao Maracanã e ouviu a torcida rubro-negra gritar para ele: “Uh! Renildinho!”.
 

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