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Sarney,
presidente do Senado
O senador
José Sarney terminou vitorioso na disputa,
dentro do PMDB, para indicação da Presidência
do Senado. Essa eleição terá um significado
todo especial para o político Sarney, mas
também para o pai que sofreu com o desmanche
da candidatura de sua filha à Presidência
da República. Com a honestidade questionada,
a então governadora Roseana Sarney abandonou
o projeto maior para defender um outro,
também de grande envergadura. Foi eleita
senadora pelo Maranhão, de forma consagradora,
com os seus conterrâneos avalizando sua
liderança política. É possível imaginar
a revolta e o sofrimento do pai, figura
acima do político, querendo proteger a filha
governadora.
Sarney
é um dos mais antigos políticos no exercício
de um mandato eletivo. Exerceu os cargos
de governador do Maranhão, deputado federal,
senador e presidente da República, num momento
de dificuldade. Morte de Tancredo Neves
abriu as portas do Planalto, tendo que manter
todo um ministério previamente escolhido.
Conseguindo um mandato de seis anos, teve
que negociar sua redução para cinco, com
concessões muitas vezes exageradas. Saiu
desgastado, com medo do julgamento popular,
mesmo que celebrado em países estrangeiros.
Surpreendeu-se quando, numa escala aérea,
procurando se esconder,foi descoberto e
ovacionado pelos que se encontravam no aeroporto.
Outra faceta do senador; quem acessa sua
página no Senado, será automaticamente direcionado
para a Academia de Letras, e não para suas
atividades políticas.
Por conta
da campanha difamatória conta Roseana, Sarney,
permanente e radicalmente contestado pelo
Partido dos Trabalhadores, apoiou a candidatura
de Lula à Presidência da República. E, por
ironia do destino, terminou sendo o elemento
catalisador da reunificação do PMDB. À exceção
de Quércia, os divergentes vão fumar o cachimbo
da paz. E o PMDB voltará a ser um partido
de expressão nacional.
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