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Vice-presidente
do PT propõe criação de ‘força-tarefa’
contra o PFL
LUÍS
JUETÊ Da Editoria de Política
O
vice-presidente estadual do Partido dos
Trabalhadores (PT), Nelson Gregório, concedeu
entrevista ontem no programa Observador
Político (FM-93.7). Na oportunidade o membro
da executiva petista no Estado falou sobre
a sucessão municipal do próximo ano e a
posição do partido em relação ao pleito
de 2004 e principalmente a unificação de
partidos de esquerda e centro-esquerda em
Mossoró.
Gregório,
logo de início reforçou a proposta de aliança
entre as legendas de esquerda em Mossoró,
apresentada pela presidente do diretório
municipal do PT – Socorro Batista. Segundo
ele, os partidos de esquerdas precisam dessa
união de forças. “É necessário que se faça
essa união”, frisou o dirigente petista,
lembrando que na discussão política existe
“a hipocrisia sendo colocada na ordem do
dia, dizendo que apóia a união das esquerdas
e depois na realidade, na hora de viabilizar,
isso não acontece”, numa clara referência
de setores no próprio PT que não acreditam
na possível união de esquerdas.
Ele defendeu
que, nas discussões em torno da sucessão
de 2004, os partidos políticos estejam acima
dos possíveis nomes para a disputa. “Se
o pensamento seguir essa linha de raciocínio,
conseqüentemente terá facilidade de fazer
com que a política do município seja colocada
em primeiro lugar”, observou.
Na ótica
de Nelson Gregório, a discussão que deve
ser feita em nível de município quanto a
sucessão da prefeita Rosalba Ciarlini será
pautada da seguinte forma: qual o nome que
acumula mais dentro dessa possível aliança
para o embate municipal.
Dentro
dessa visão, o vice-presidente estadual
do PT disse que a legenda está aberta para
discussões com o maior número possível de
siglas partidárias só que, com uma ressalva,
a única legenda que fica de fora da aliança
é o Partido da Frente Liberal (PFL). “Para
nós, enquanto partido, o PFL está fora de
qualquer discussão nossa”, avisou Nelson
Gregório, admitindo a criação que a frente
de esquerdas pode ser interpretada como
uma ‘força-tarefa anti-PFL’. Nelson deixou
claro que acha plenamente possível que o
PT e o PMDB esteja juntos no mesmo palanque
em 2004. “Eu vou trabalhar para que isso
aconteça”, asseverou o dirigente petista
informando que as alianças que forem desenhadas
em Mossoró também serão reproduzidas em
cidades polarizadas pela principal cidade
do interior do Estado.
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