Chuva de Balas fará parte do calendário cultural de Mossoró

 O espetáculo "Chuva de Balas no País de Mossoró", que estreou no ano passado, passará a fazer parte do calendário cultural da cidade. Trata-se da encenação teatral que conta a saga do povo de Mossoró ao enfrentar o cangaceiro Virgulino Ferreira Lampião quando invadiu a cidade no ano de 1927.

A inclusão do espetáculo na agenda cultural do município será possível porque a Caixa Econômica Federal já se posicionou para financiar o espetáculo que tem o custo estimado em R$ 300 mil. Durante uma visita à cidade, o superintendente da Caixa, Edalmo Porto Rangel, deu parecer favorável. Ele adiantou que o projeto foi encaminhado à diretoria de marketing em Brasília onde será analisado.

O projeto para este ano da encenação do espetáculo, que acontecerá dentro das festividades juninas do município, a exemplo do ano passado, terá uma dimensão ainda maior. O objetivo do prefeitura de Mossoró é fazer com que tenha repercussão nacional. Para isso o município prevê um investimento significativo na mídia para que haja uma grande divulgação no Rio Grande do Norte e nos Estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

DIREÇÃO - O espetáculo foi apresentado pela primeira vez no ano passado marcando os 75 anos do combate no município contra o cangaço. A estréia contou com a direção de Antônio Abujamra, renomado ator e produtor artístico no país. Na ocasião a peça foi destaque de capa no jornal O Estado de São Paulo.

Para este ano o secretário da Cidadania Gustavo Rosado está mantendo contatos com o teatrólogo potiguar João Marcelino, para que ele possa dirigir o Chuva de Balas. "É muito provável que a versão 2003 do espetáculo fique a cargo de João Marcelino, devido ao êxito e aceitação do seu estilo".

João Marcelino é o teatrólogo criador e diretor do Oratório de Santa Luzia, o espetáculo que conta a vida de Santa Luzia, padroeira de Mossoró e encenada no período do festejo. A peça que reúne centenas de atores locais vem há dois anos consecutivos emocionando o público.

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Mossoró-RN, terça-feira, 25 de março de 2003