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SERÁ QUE PEGA?
Foi dada a partida e estamos vendo
na prática as mudanças na forma de se fazer campanha
que foram determinadas pela Justiça. A proposta é boa,
mas parece fadada a um período muito curto de vida.
É uma mudança muito radical que pegou os políticos e
as pessoas envolvidas nas coordenações das campanhas,
despreparadas.
SERÁ PRECISO UM NOVO APRENDIZADO
Infelizmente chego a pensar que essa
nova regra não será mantida na eleição de 2008. Arrisco-me
a dizer que será necessário um período mínimo de três
campanhas para que os políticos se moldem ao novo formato.
É claro que não cabe a generalização da classe.
No meio existem políticos que não vêem dificuldade e
aprovam as novas regras. Fazem parte da minoria.
MENOS EMBALAGEM, MAIS CONTEÚDO
Está realmente comprovado que a população
não saía às ruas apenas para ouvir seus candidatos como
era na época áurea de Juscelino, de Brizola, de Aluísio,
de Lula da esquerda, das Diretas Já. Os marqueteiros
tomaram as rédeas do espetáculo e incutiram na cabeça
dos políticos que mais importante que suas palavras,
que apresentar propostas, que realizar debates, que
ouvir o povo, seria apresentar um belo show com grandes
atrações musicais, luzes e efeitos especiais. Rotularam
que a embalagem seria mais importante que o conteúdo.
Daí o aparecimento dos “Collors” e dos “Garotinhos”
da vida.
REFLEXÃO
O povo desacostumou a audição e aprimorou
a visualização. Por isso o que estamos vendo neste resgate
do velho estilo de fazer campanha é a perplexidade de
ambos os lados, dos candidatos e do eleitor. As carretas
se traduzem em quê? A grande massa, o povão, aquele
que realmente elege, não anda de carro. No máximo tem
uma bicicleta e mesmo assim não está acompanhando a
tal carreata. Este povo, quando realmente se interessa
pela “gente-política”, vem a pé, de bicicleta, de moto,
de cavalo, e se posta em frente ao palanque para ouvir,
aplaudir, vibrar e se emocionar com seus políticos.
Nestes primeiros capítulos do novo-velho-estilo de comício
não se viu esse comportamento por parte do eleitorado.
“Cadê o povo?”, perguntam os candidatos desnorteados
em cima do palanque, agora sem bandas, sem luzes e sem
efeitos especiais.
ENFADONHO
Vai uma dica para os coordenadores
das campanhas: monitorem o tempo de discurso de cada
candidato em função mesmo até da sua representatividade.
Observa-se candidatos consumindo até vinte minutos em
seu discurso. Melhor seria apresentar volume com qualidade.
Discursos curtos com consistência. A continuar como
está o ultimo candidato a discursar poderá sofrer o
dissabor de falar para um largo vazio.
DECIBELÍMETRO
O prefeito Leonardo Rego autorizou
a compra de um decibelímetro, equipamento utilizado
no monitoramento da poluição sonora. O prefeito atenderá
a uma reivindicação antiga da população e dos comerciantes
de Pau dos Ferros. Nenhum proprietário de carro
de som ou paredão será proibido de realizar seu trabalho
ou de se divertir. Apenas seguirá a regulamentação estabelecida
em lei ambiental. O decibelímetro será doado a Polícia
Militar que ficará responsável pelo monitoramento.
DRUMMOND
“João que amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que
não amava ninguém”. A poesia de Carlos Drummond de Andrade
infelizmente também poder ser utilizada para ilustrar
a miscelânea em que se transformou a eleição deste ano.
Filiado ao partido A, mas que apóia o candidato do partido
B, mas que também apóia o deputado do partido C. E ainda
esperam que o eleitor seja complacente?
COMITIVA
Nesta quarta-feira ruma para Natal
a comitiva de dez empresários pau-ferrenses associados
a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que participarão
da 11ª Convenção Estadual do Comércio e Serviços. Durante
três dias palestrantes de renome nacional e internacional
se revezarão no palco do Centro de Convenções repassando
conhecimento e motivação.
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