|
A dívida pública do governo em títulos
cresceu 1,7% em junho e chegou a R$ 1,016 trilhão, contra
R$ 999,010 bilhões em maio. O aumento ocorreu após dois
meses consecutivos de queda, de acordo com nota conjunta
do Tesouro Nacional e do Banco Central.
O crescimento da dívida aconteceu
porque o governo fez no mês passado emissões líquidas
de títulos no valor de R$ 6,5 bilhões, ou seja, emitiu
mais papéis do que resgatou.
Em maio, as emissões foram menores
devido à volatilidade que atingiu os mercados internacionais.
Os investidores estavam preocupados com a trajetória
de juro dos EUA e fizeram uma realocação de investimentos
o que, conseqüentemente, causou uma fuga de capitais
de países emergentes e reduziu a demanda por papéis
desses países, como o Brasil.
No mês passado, a parcela da dívida
que tem rendimento atrelado à Selic, também chamada
de pós-fixada, caiu de 48,33% do total para 46,25%.
Para dar mais previsibilidade aos pagamentos, é importante
para o governo reduzir esse tipo de dívida.
Já a parcela da dívida por meio de
emissão de títulos prefixados (que têm a correção definida
no momento da venda) ficou em 31,45% em junho, contra
29,55% no mês anterior. Nesse tipo de papel, é possível
saber antes o quanto se vai pagar no vencimento dos
títulos.
Em relação à dívida indexada a índices
de preços, o total ficou em 21,73% no mês passado, ante
21,89% em maio.
O montante da dívida atrelado ao dólar
agora está negativo em 1,44%, levando em conta as operações
de "swap reverso" --o governo paga juros e,
em troca, recebe a variação do dólar. Com isso, o governo
tem créditos a receber em dólar.
Prazos - Foi registrado no mês passado
uma queda no prazo médio das emissões, que passou de
33 meses em fevereiro para 30,2 meses em março. Segundo
a nota, essa redução ocorreu por conta da elevada participação
de LTNs (Letras do Tesouro Nacional), que são papéis
de prazo mais curto. O prazo médio do estoque permaneceu
em 29,2 meses.
Já a parcela da dívida que vence no
curto prazo --em até 12 meses-- passou de 40,1% para
41,1%.
|