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LOUCA VIAGEM INESQUECÍVEL Joan
Mach Estudante (Natal/RN)
Seria o destino responsável Ou
irresponsável... Viagem jamais imaginada Roteiro
desconhecido pra andar, Piloto e navegador a deliciar-se Com
a beleza da natureza O pôr-do-sol pra espiar.
Brilho do entardecer, Escuridão
pra enfrentar, Amenidades pra conversar, Experiência
pra trocar.
Toques, retoques, choques... Sensações
únicas. Desejos, ensejos, loucuras, tentações...
Parada pro queijo, ou beijo, Continuação
do desejo, Vontades, mas responsabilidades, Limitações
pra contabilizar.
Destino se aproximando, Corações
palpitando, acelerando indescritível. Momento louco
de despedida De uma bela viagem inesquecível.
ATENÇÃO Fátima Feitosa Pedagoga
(Mossoró/RN) bellavid_1@hotmail.com
Mundo gira sem parar Passa tempo
velozmente Tudo passa tão rápido Que a gente
nem sente.
Falta tempo pra relaxar Sobra
trabalho pra fazer Passa tudo tão depressa Estou
sem tempo pra você.
Mundo louco, tudo plugado... Trabalho,
ocupações, obrigações Corre-corre diário Cadê
tempo pra cultivar emoções?
Você reclama atenção Quero ser
atenciosa Mas o tempo exige de mim Que eu seja
pontual e caprichosa.
Se pudesse voaria Te daria toda
atenção merecida Mas não posso mudar nada Tudo
já está feito, é a vida.
Só me resta pensar Canalizar energia
Pra que chegue até você E possa alegrar o seu
dia.
ERUPÇÃO Caio César Muniz Poeta
(Mossoró/RN)
Quando um fogo Na pele Arde
em chamas E um rio De amor Inunda a carne Nada
mais há Na vida Que não valha Nem palavra Qualquer Que
não se cale Quando a boca Se cala Em gemidos E
as pernas Se enroscam De prazer É sinal que
é hora De queimar-se E em lava de amor Deixar
morrer
OS POEMAS Mário Quintana
Os poemas são pássaros que chegam não
se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando
fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão. Eles
não têm pouso nem porto alimentam-se um instante
em cada par de mãos e partem. E olhas, então,
essas tuas mãos vazias, no maravilhoso espanto de
saberes que o alimento deles já estava em ti...
Houve um tempo em que Mário Quintana
ficou sem ter onde morar. Foi quando oexpulsaram do
hotel Magestic, no centro de Porto Alegre. Foi despejado,
uma vez que o jornal onde trabalhava (Correio do Povo)
tinha ido à falência. O poeta saiu e o hotel se transformou,
ironicamente, na famosa "Casa de Cultura Mário
Quintana". Lau Siqueira
CRUSOÉ Sílvio Atanes Escriba
digital, repórter de papel e poeta bissexto (Santos/SP)
Destroços traçam tua rota de
colisão dez traços troçam das traças nas
tuas tranças crenças carrancas barrancam camas de
barro náufrago desgovernado pela sofreguidão degredo
da alma malévola volitante tantra dos tempos atroz atrasado desastrado distraídos transientes insistentes azul esta
saudade da tua luz: segredo das luas.
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