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Aonde vamos parar?
Quem dera pudéssemos acordar um dia
e não ouvir falar em tanto sangue de pessoas inocentes
e indefesas sendo derramado por razões tão banais.
Aqui e além-mar, a vida humana vai
perdendo pouco a pouco o seu valor.
Lá no distante, os Estados Unidos,
como donos do mundo e sem querer ver a chaga que representam
para a humanidade, invadem países quando bem entendem,
ditam ordens mundiais, calam a boca de quem quer que
seja.
Como revide, terroristas matam sem
discriminação povos de todas as nações como se todo
o mundo fosse culpado pelos erros de meia dúzia de gatos
pingados. E ainda vai longe esta guerra.
Agora, em dias recentes, Líbano e
Israel ignoram lugares sagrados e travam uma luta que
se alonga há semanas e já faz centenas de vítimas, em
sua maioria civis inocentes, alguns deles brasileiros.
Cá mais perto de nós, a "terra
da garoa" tem dias de terror, "o povo oprimido
nas filas, nas vilas, favelas", agora tem que conviver
com uma insegurança massacrante e "a dura poesia
concreta de tuas esquinas" nunca fora tão dura.
Pelos telejornais acompanhamos estupefatos
o caso de uma filha que matou os pais por causa de dinheiro,
crianças jogadas dentro de lagoas e tanta coisa surreal
que mesmo um coração de poeta tende a se calar.
Aqui, bem ao alcance dos nossos olhos,
assalto em plena luz do meio-dia faz vítimas pai e filho,
garoto com idade de estar brincando de pião e carrinho,
como no poema de Antonio Francisco, lidera gangue de
marginais.
E eu, de mãos atadas, olho pro meu
filho com medo do amanhã, perguntando pra Deus e querendo
saber aonde vamos parar?
...et
cetera e coisa e tal...
Muito interessante a idéia da estátua
de Dorian Jorge Freire na Praça da Redenção. Havíamos
pensado em algo semelhante quando, num futuro que esperamos
não muito distante, pudermos concluir o sonho do Memorial
Vingt-un Rosado.
A Coleção Mossoroense vai reeditar
o "Nas Garras de Lampião", livro esgotado
do professor Raimundo Soares de Brito e Antonio Gurgel.
A obra vai receber uma revisão e trará informações complementares.
A chegada do professor Hédimo Jales
enriquece ainda mais o velho jornal de guerra, mas de
paz. Eu, do lado de cá, submeto com muito orgulho meus
textos capengas ao crivo deste grande mestre. E seja
lá o que Deus quiser. Quem mandou não estudar?
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