Mossoró-RN, domingo 23 de julho de 2006

 

Aonde vamos parar?

Quem dera pudéssemos acordar um dia e não ouvir falar em tanto sangue de pessoas inocentes e indefesas sendo derramado por razões tão banais.

Aqui e além-mar, a vida humana vai perdendo pouco a pouco o seu valor.

Lá no distante, os Estados Unidos, como donos do mundo e sem querer ver a chaga que representam para a humanidade, invadem países quando bem entendem, ditam ordens mundiais, calam a boca de quem quer que seja.

Como revide, terroristas matam sem discriminação povos de todas as nações como se todo o mundo fosse culpado pelos erros de meia dúzia de gatos pingados. E ainda vai longe esta guerra.

Agora, em dias recentes, Líbano e Israel ignoram lugares sagrados e travam uma luta que se alonga há semanas e já faz centenas de vítimas, em sua maioria  civis inocentes, alguns deles brasileiros.

Cá mais perto de nós, a "terra da garoa" tem dias de terror, "o povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas", agora tem que conviver com uma insegurança massacrante e "a dura poesia concreta de tuas esquinas" nunca fora tão dura.

Pelos telejornais acompanhamos estupefatos o caso de uma filha que matou os pais por causa de dinheiro, crianças jogadas dentro de lagoas e tanta coisa surreal que mesmo um coração de poeta tende a se calar.

Aqui, bem ao alcance dos nossos olhos, assalto em plena luz do meio-dia faz vítimas pai e filho, garoto com idade de estar brincando de pião e carrinho, como no poema de Antonio Francisco, lidera gangue de marginais.

E eu, de mãos atadas, olho pro meu filho com medo do amanhã, perguntando pra Deus e querendo saber aonde vamos parar?  

...et cetera e coisa e tal...

Muito interessante a idéia da estátua de Dorian Jorge Freire na Praça da Redenção. Havíamos pensado em algo semelhante quando, num futuro que esperamos não muito distante, pudermos concluir o sonho do Memorial Vingt-un Rosado.

A Coleção Mossoroense vai reeditar o "Nas Garras de Lampião", livro esgotado do professor Raimundo Soares de Brito e Antonio Gurgel. A obra vai receber uma revisão e trará informações complementares.

A chegada do professor Hédimo Jales enriquece ainda mais o velho jornal de guerra, mas de paz. Eu, do lado de cá, submeto com muito orgulho meus textos capengas ao crivo deste grande mestre. E seja lá o que Deus quiser. Quem mandou não estudar?

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