|
Comerciante
reclama a falta de estrutura da cidade
de Tibau
TIBAU
– “A cidade está entregue às baratas. É
desordem por tudo quanto é lado”. O desabafo
é do barraqueiro Clóvis Pereira da Silva,
mais conhecido por “Cocó”, diante dos descasos
que imperam nos quatro cantos de Tibau,
principalmente nesta época do veraneio.
Ele reclama
da falta de infra-estrutura para que os
comerciantes e os veranistas possam viver
em harmonia durante o período de concentração
de banhistas e visitantes, que começa no
final do mês de dezembro e estende-se até
o carnaval.
Segundo
“Cocó”, os problemas mais constantes na
cidade são a deficiência da energia elétrica,
o precário abastecimento d’água da zona
urbana e a falta de telefone público. “Dispomos
apenas de 2 ‘orelhões” para atender a demanda
na orla marítima”, reclama.
Outro problema
de ordem estrutural apontado por “Cocó”
é a dificuldade que os turistas enfrentam
para ter acesso às praias do litoral de
Tibau. A água empossada é um complicador.
Também a falta de iluminação pública gera
dissabores à população “flutuante”, que
à noite evita passeio desnecessário temendo
algum incidente motivado pela escuridão
total que toma conta da cidade.
PERIGO
– O comerciante “Cocó” diz que adora morar
em Tibau e aproveita bem o período de veraneio
para “descolar uma grana extra”. Mas lamenta
a falta de iniciativa da prefeitura, no
tocante a preparação da cidade para a alta
estação, quando o município chega a atrair
entre 60 e 100 mil pessoas nos finais de
semana ou quando são realizados eventos
de peso nos clubes da cidade.
A inércia
do governo municipal entende “Cocó”, motiva
uma série de desordens verificadas nesta
época. Por exemplo, a presença de veículos
motorizados trafegando em velocidade pelas
praias parece ser um problema sem solução.
Inclusive triciclos conduzidos por crianças,
aterrorizando os banhistas. “Está na hora
de alguém se posicionar sobre esses problemas,
para que possamos ter uma Tibau mais tranqüila
e um veraneio mais organizado”, conclui.
|