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Experiência com enxertia de cajueiro anão precoce surge como alternativa na zona rural de Areia Branca

 

AREIA BRANCA - Cultura com grandes perspectivas no mercado internacional e que participa de forma expressiva como atividade econômica e social para a região, a cajucultura volta a figurar como uma alternativa rentável para o produtor rural do município de Areia Branca, graças às experiências que estão sendo feitas na zona rural com o intuito de revitalizar o setor.  

Uma dessas experiências foi realizada no último dia 19, por técnicos do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater), escritório regional de Mossoró,  na localidade de São José, na região litorânea do município. Na propriedade, que pertence ao produtor rural Joaquim Marcelino, foi implantada uma Unidade Técnica Demonstrativa (UTD) para desenvolver o processo de enxertia em cerca de  treze mudas de cajueiro anão precoce.  

O coordenador da Gerência de Agricultura e Pesca, da prefeitura de Areia Branca, Gilson Bezerra de Souza, acompanhou o processo e disse que a expectativa agora é aguardar o resultado da experiência. Caso os cajueiros mostrem desempenho satisfatório o método poderá se expandir com o propósito de revitalizar a atividade no município e na região.

Segundo Gilson de Souza, as mudas de cajueiro anão precoce usadas no processo de enxertia na fazenda localizada em São José, vieram de Serra do Mel, município onde a cajucultura se constitui na base de sustentação econômica das famílias que lá residem. A experiência pode resultar na criação de novas variedades mais produtivas, pois segundo os produtores da espécie, o cajueiro anão precoce possui índices de produtividade bem superiores aos tipos tradicionais.

A experiência realizada pela Emater neste município, pode despertar os produtores rurais que devido a uma série de fatores foram desestimulados a investirem na revitalização da  cajucultura. A introdução de novas técnicas, como a enxertia, poderá ser a alternativa para mudar essa realidade em nível local, onde vários fatores podem ser apontados como responsáveis pela baixa produtividade do cajueiro no município, principalmente o comodismo dos produtores que não buscaram alternativas técnicas para acompanhar a evolução do setor.

ALTERNATIVAS

Técnicos com experiência comprovada no manuseio da cultura do caju, afirmam que a geração ou adaptação de tecnologias que possibilitem ao produtor a recuperação ou formação de pomares de cajueiro de alta produção e qualidade de castanha, reveste-se de fundamental importância para o desenvolvimento da cajucultura norte-rio-grandense.

Para isso, já foram testadas várias alternativas para cultivo do cajueiro em sequeiro, como plantio do cajueiro anão precoce com muda enxertada; substituição de copas em população de cajueiro comum com 9 anos de idade; plantio de sementes com posterior enxertia das plantas por borbulha no campo.

Admite-se que plantio de mudas de pé franco, com posterior enxertia no campo, mesmo com retorno dos investimentos a partir do quinto ano, apresenta-se como uma importante alternativa para os pequenos produtores na formação de pomares de cajueiro. A tecnologia de substituição de copas em plantas relativamente novas e sadias, associada ao adensamento populacional, se constitui numa das alternativas mais promissoras para formação e recuperação de pomares de cajueiro no Rio Grande do Norte.

 

 

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