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Veículos
Produção
de motos deverá aumentar neste ano no
Brasil
A Honda
pretende construir no Brasil sua segunda
fábrica de motocicletas. A decisão deverá
ser confirmada em até três meses. A informação
é do diretor-executivo da Moto Honda da
Amazônia e Honda Automóveis, Kazuo Nozawa.
Segundo
ele, a intenção é produzir 900 mil motos
na unidade de Manaus (AM) em 2003. A capacidade
da fábrica é de 1 milhão de unidades anual.
O executivo afirmou que uma segunda unidade
seria necessária, também, em função do aumento
nas vendas nos mercados interno e externo.
Um dos
trunfos da companhia, que garante a sua
liderança nacional no segmento de motocicletas,
é a produção 100% nacionalizada da CG Titan.
A medida é elogiada pelos defensores da
Zona Franca de Manaus, que reúne fornecedores
nacionais e multinacionais na região do
Amazonas.
Com a nacionalização,
a divisão de motos Honda vem crescendo cerca
de 20% ao ano em vendas. Com isso, a unidade
brasileira já responde por 10,1% do total
comercializado pela Honda no mundo. Criada
após a Segunda Guerra Mundial, a Honda Moto
Corp. tem hoje fábricas espalhadas por 31
países e comercializa mais de 11 milhões
de unidades por ano.
A fábrica
de Manaus é responsável por todas as vendas
da companhia na América Latina, já que a
multinacional não tem outras unidades produtivas
na região. Com representantes comerciais
em países como Argentina, México, Peru e
Venezuela, a Honda da Amazônia exporta cerca
de 50 mil motos por ano, volume que corresponde
acerca de 6% do total produzido em Manaus.
CONCORRÊNCIA
- Somente no mercado interno, a Honda vende
cerca de dez vezes mais do que sua concorrente
Yamaha, segundo dados da Associação Brasileira
dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores
e Motonetas (ABRACICLO).
Em 2001,
por exemplo, a Honda vendeu 507.863 motos
no Brasil, enquanto a Yamaha, também instalada
em Manaus, comercializou 50.906 unidades.
As regiões Norte e Nordeste respondem por
34% das vendas no País. As regiões Sul e
Sudeste, por sua vez, absorvem a maior parte,
de 53%, e o Centro-Oeste responde por 13%.
A grande
estrela da Honda é a CG 125 Titan, que responde
sozinha por cerca de 57% das vendas de modelos
nacionais no País (segundo dados de 2002).
A C100 Biz é o segundo modelo mais comercializado,
com aproximadamente 20% das vendas, e a
CBX 250 Twister vem em terceiro, com 6%
do mercado.
Grupo
é o 2º maior fabricante do país
A Yamaha
é a segunda maior fabricante de motos do
País, com participação de 11,2% nas vendas
totais no mercado brasileiro. O Grupo Yamaha
no Brasil é constituído pela Yamaha Motor
da Amazônia, pela Yamaha Motor do Brasil
e pela Yamaha Administradora de Consórcio.
A companhia
emprega 1.350 mil trabalhadores diretos
e 4 mil empregados indiretos nas 320 concessionárias
da marca. Em 2001, a empresa investiu cerca
de US$ 20 milhões na ampliação da fábrica
de Manaus, valor que deverá subir para US$
30 milhões até a metade de 2003.
Em outubro,
a montadora lançou um novo modelo, a XTZ
125E. A nova moto conta com motor quatro
tempos de 124 cilindradas e tem partida
a pedal ou elétrica. O modelo possui também
um sistema de suspensão traseira Active
Monocross, tecnologia que equipa as motos
mais sofisticadas da marca, que diminui
o peso e simplifica a manutenção da motocicleta.
O modelo
foi projetado no Japão e vem sendo produzido
exclusivamente em Manaus (AM), inclusive
para exportação. A moto leva a “assinatura”
de Shigeru Osemachi, criador de modelos
como a YZ e a WR.
De acordo
com a Yamaha, o motor de quatro tempos de
124 cm³ de cilindrada oferece 12,5 cavalos
de potência a 8.000 rpm e torque (força)
de 1,19 mkgf a 6.500 giros. Segundo a montadora,
também a embreagem foi redimensionada para
melhor resistir às condições do fora-de-estrada
(off-road).
Com a XTZ,
a Yamaha completa seu “trio de ataque” contra
a Honda. A YBR 125 nasceu para rivalizar
com o fenômeno de vendas CG 125 Titan, e
a Crypton 105 disputa com a C100 Biz. Já
a XTZ surge para tentar desafiar o reinado
da XLR 125, que representa a metade do que
a Yamaha vende como um todo no País.
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