ATUALIZADO ÀS TERÇAS, QUARTAS, QUINTAS, SEXTAS E DOMINGOS
 


Wilma e o PSB

Está publicado na Folha de São Paulo, edição do último sábado, coluna Painel, que a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, poderá deixar o PSB e filiar-se a outro partido político. O motivo principal seria a posição que vem sendo adotada pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, em relação ao governo federal, fazendo oposição cerrada ao presidente Lula da Silva.

A governadora Wilma não se pronunciou a respeito dessa matéria. Poderá deixar o PSB ou continuar a ele filiada, com a posição que bem entender, pois não depende de Garotinho para assumir qualquer atitude política. Mesmo assim, isso preocupa as lideranças políticas que abandonaram seus partidos, filiaram-se ao PSB e juram que sempre estiveram com a governadora, mesmo antes de ela entrar em política.

Para esses, não haverá grandes dificuldades. Trocarão de partido mais uma vez e seguirão adiante seu instinto governista. Entretanto, dizem, esse incômodo poderia ter sido evitado, bastante que Dª Wilma tivesse avisado a eles para que esperassem só mais um pouquinho e estariam assinando a ficha no partido definitivo. Calma, nada disso ainda aconteceu e pode ser apenas especulação da imprensa, com o governo local continuando a ser do PSB.

VENDAVAL NO AÇU - Acabou-se o tempo em que governadores e secretários visitavam regiões atingidas por algum problema, tais como enchentes, secas e, mais recentemente, ciclones, na região do Açu. O que aconteceu no Projeto Baixo-Açu, com prejuízos calculados em cerca de R$ 20 milhões, jogando na rua cinco mil desempregados, não teve essa atitude por parte das autoridades constituídas. Os prefeitos da região reclamam que não foram procurados. O governo justifica que encaminhou os técnicos, e eles chegaram com a natural competência, embora sem a autoridade política desejada.

Presente ou não a governadora e os secretários, o importante é que as medidas sejam tomadas de forma rápida, evitando o colapso na agroindústria local. Vale lembrar que o Estado teve participação importante nesse mercado e, hoje, a Frunorte e a Maisa ficaram tão-somente na lembrança, sem que se tenha encontrado alguma solução para evitar o fechamento das suas atividades. Nos últimos anos, esses ciclones estão se repetindo, por conta do desmatamento provocado pelas cerâmicas. Aí surge uma outra lembrança que é a necessidade de se substituir a lenha pelo gás, abundantemente existente na região.

 

LAÍRE ROSADO
EMAIL: laire.rosado@uol.com.br

É médico, ex-deputado estadual, ex-secretário de agricultura, ex-deputado federal e articulista político

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Mossoró-RN, quarta-feira, 26 de março de 2003