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Sem
direito a reclamação
A governadora
Wilma de Faria, já há quatro meses no cargo,
não tem de quem se queixar ou reclamar quanto
a heranças de governos anteriores no que
toca, por exemplo, aos problemas da infra-estrutura
da segurança pública em nosso Estado. É
que ela já acumula um período de governo
considerado suficiente para que as medidas
cabíveis e preventivas quanto ao quadro
caótico em que nos encontramos hoje fossem
adotadas, mas ela não as adotou.
São cem
motos que presumivelmente serviriam ao policiamento
da capital que estão encostadas em Natal,
é o Segundo Batalhão de Polícia Militar
sediado em Mossoró sem gasolina para fazer
rodar sua frota, são as delegacias de polícia
mossoroenses sem combustível e sem telefones
e por aí a coisa vai.
O seu atual
secretário de segurança mostra-se ocupando
o cargo que não se sabe porque que não vem
dando as respostas que a população potiguar
deseja. Então, só há uma coisa a fazer nesse
momento: é dizer para que dona Wilma de
Faria, passados quatro meses, sente efetivamente
na cadeira de governadora e comece a adotar
todas as providências que correspondam aos
anseios dos norte-riograndenses. Só.
O que é
certo é que os governos que a antecederam
foram pródigos em realizações nesse setor.
Garibaldi Filho assumiu com a outrora Secretaria
da Segurança contando com apenas quatro
veículos velhos e imprestáveis para a frota
policial. E, se não deixou a situação saltitante
e repleta de realizações, no entanto conseguiu
reverter o cenário negativo deixado por
José Agripino/Vivaldo Costa e que beirava
o absurdo dos absurdos. Fernando Freire
que o seguiu também deixou a sua marca,
inclusive dotando o aparelho policial de
um helicóptero.
Mas os
conterrâneos da governadora Wilma de Faria,
no aspecto da segurança pública, cansaram
de esperar. Que ela então, pra começo de
conversa, se interesse em fazer um diagnóstico
das questões da segurança, seguido de projetos
para equacioná-los. Mas tudo isso já deveria
ter sido feito ontem, governadora
Nossa polícia
está precisando agir. Nossa polícia está
precisando se modernizar. Nossa polícia
está necessitada de racionalizar o emprego
de recursos para que o dinheiro público
empregado no setor da segurança pública
corresponda ao que espera dele, do dinheiro
e do governo, o todo da nossa população.
Este é
que é o cenário vivido hoje pelo Rio Grande
do Norte e que deve ser preocupação prioritária
da governadora Wilma de Faria. Os seus conterrâneos
todos esperam que ela raciocine da mesma
forma.
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