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Aposentadoria
precoce
A falta
de um entendimento rápido, envolvendo todos
os interessados, poderá inviabilizar a Reforma
da Previdência. O medo de perder direitos
ou vantagens adquiridas, ao longo dos anos,
precipitou a corrida do servidor público,
em busca de uma aposentadoria antecipada.
Informações
do Ministério do Planejamento revelam que
1.036 funcionários do Poder Executivo aposentaram-se
em fevereiro, contra apenas 581, no mesmo
mês, em 2002. Mesmo sem haver concluído
o levantamento referente ao mês de março,
sabe-se que a tendência é de aumento. O
serviço público, que já se encontra bastante
deficitário, corre o risco de piorar mais
ainda, levando-se em consideração que os
concursos públicos estão paralisados. Por
outro lado, o crescimento do número de inativos
dificultará mais ainda o financiamento da
Previdência.
Fenômeno
semelhante aconteceu anteriormente, quando
da tentativa do governo Fernando Henrique
em aprovar reformas semelhantes às que estão
sendo defendidas pelo atual governo. Houve
uma corrida antecipada para a aposentadoria,
atingindo principalmente setores importantes
como o da educação e o da saúde. Médicos
e professores entraram com pedidos de aposentadoria
proporcional ou com tempo completo de serviço.
Àquela época, estavam na ativa 620.870 servidores
do Poder Executivo. Hoje, o número está
reduzido a 456.741. No primeiro quadro,
existem praticamente dois servidores na
ativa para um aposentado. Hoje, a média
é de 1,19 ativo para um inativo. Com o excesso
de pedidos de aposentadoria, o financiamento
da Previdência Pública ficará inviável,
mesmo que seja aprovada a reforma, instituindo
o desconto previdenciário para os servidores
inativos.
Mesmo assim,
o governo insiste nesse propósito. Num primeiro
tempo, insistirá junto ao PT e demais partidos
da base aliada, que insistem em votar contra
o desconto. O ministro Ricardo Berzoini,
da Previdência, agendou vários encontros,
acompanhado de técnicos da previdência,
para o convencimento que se faz necessário,
junto aos aliados. Conseguindo vencer esse
obstáculo, partirá para o convencimento
político, na tentativa de engajar todos
na mesma luta. Mesmo que o governo tenha
a sinalização da maioria oposicionista em
favor das reformas, falta a animação a cargo
da militância, como bem sabia fazer a base
aliada de hoje, quando oposição ao governo
anterior. A todos parece que os aliados
não estão confortáveis na posição de governistas,
deixando transparecer um constrangimento
de quem se sentia mais confortável na situação
anterior. É o bônus de ser oposição, trocado
pelo ônus de ser governo.
VOTO
Ainda sobre
a Reforma da Previdência, a deputada Sandra
Rosado, vice-líder do PMDB na Câmara dos
Deputados, reafirmou ao líder Eunício Oliveira
que não concorda e, por isso mesmo, votará
contra o desconto previdenciário dos aposentados.
VOTO
2
O PDT avisou
ao presidente da República que todos os
seus parlamentares votarão contra a taxação
dos servidores aposentados. Leonel Brizola,
inclusive, apelou a Lula para que mude de
idéia e retire esse item na MP que enviará
ao Congresso.
BRIZOLA
Além de
protestar contra a reforma da previdência,
Brizola perguntou ao governo o que faria
um trabalhador da iniciativa privada, se
seu patrão lhe concedesse um aumento de
1%.
O carioca
não aposta no sucesso de Garotinho na Segurança
Pública; aumentaram as mortes violentas,
os latrocínios, os roubos a residências
e a criminalidade se manteve em alta em
seu governo. O índice de homicídios foi
de 40/1000 habitantes. A média nacional
é de 23,5.
A Lei 9263/96,
em seu artigo 10% proíbe a esterilização
voluntária, salvo em casos excepcionais,
durante o parto. Médicos e pacientes, com
certeza, desconhecem a Lei.
Alguém
já imaginou, Serra presidente, propondo
reformas até menos radicais que as do atual
governo? A gritaria estaria ensurdecedora.
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