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Polícia
elucida crimes registrados em Mossoró
Quando
a sociedade mossoroense não acreditava mais
que uma série de crimes acontecidos ano
passado pudessem ser esclarecidos, eis que
ontem a Polícia Civil desvendou para a imprensa
as mortes de Antônia Aglaildes Bandeira
de Melo, administradora do Motel Karibe,
e executada por engano na noite do dia 25
de agosto de 2002, bem como a do despachante
do Detran, Roberto Nunes de Freitas, o “Roberto
do Detran”, isso ocorrido na noite do dia
28 de dezembro do mesmo ano, desta feita
da Pizzaria Forno a Lenha.
Encontra-se
preso na Segunda Delegacia de Polícia (2ª
DP), situada no bairro Nova Betânia, um
dos filhos de Antônia Aglaildes, o estudante
Cristian Bandeira de Melo. Ele foi detido
por volta das 11h de ontem, quando se encontrava
no bairro Baixinha. O agente de Polícia
Civil Ananias Félix, que se via amparado
por um mandado de prisão expedido pelo juiz
Expedito Ferreira de Souza, atendendo solicitação
feita pelo bacharel Francisco Edvan de Queiroz,
lhe deu voz de prisão.
Antes de
ser conduzido para a 2ª DP, Cristian Bandeira
foi interrogado pelo juiz titular da 1ª
Vara Criminal e revelou toda a trama acerca
da morte de sua mãe, bem como a de “Roberto
do Detran”. Ele disse que em vez de sua
genitora ser assassinada, seria o seu irmão
“Alex Bandeira”. Este, por sua vez, após
alguns meses contratou um pistoleiro de
aluguel, identificado como “Galego Sergipano”
e este veio a Mossoró executar o desafeto
que se encontrava com a namorada jantando
na Pizzaria Forno a Lenha, prédio anexo
ao Porcino Shopping.
Em contato
com a reportagem de O
Mossoroense
na tarde de ontem, o bacharel Francisco
Edvan de Queiroz disse ter sido criticado
por um órgão informativo porque não se pronunciava
a respeito do caso’. “Muita coisa ainda
está por vir. Haveremos de convocar a imprensa
e divulgar pormenores acerca do que vem
acontecendo. Trabalhamos em sigilo para
que todo crime seja enfim solucionado”,
declarou.
Atentado
contra investigador pode estar relacionado
com o caso
A elucidação
da morte da empresária Antônia Aglaildes
Bandeira, ocorrida na madrugada do dia 25
de agosto do ano passado, bem como a do
despachante do Detran, Roberto Nunes de
Freitas, o “Roberto do Detran”, caso este
registrado no final do ano passado, deverá
desencadear na dissolução de outros casos,
o que leva a crer existir em Mossoró uma
enorme quadrilha envolta com o crime organizado.
“Nós pegamos o fio da meada. Existe muita
gente envolvida nesta situação, mas nós
não estamos parados e dentro de poucos dias
muita novidade haverá de chegar ao conhecimento
da sociedade”.
Um atentado
contra o agente Ananias Félix, há três meses,
ocasião em que ele se aproximava de sua
casa e foi alvejado a tiros detonados por
dois homens armados, pode ter uma forte
ligação com o caso que envolve as mortes
de Antônia Aglaildes e “Roberto do Detran”.
O referido policial estava engajado nas
investigações visando descobrir a verdade
e pode muito bem ter sido vítima de uma
tentativa de queima de arquivo.
Em contato
com a reportagem de O Mossoroense na tarde
de ontem, Ananias Félix descartou qualquer
possibilidade acerca do caso, mas de acordo
com informações adquiridas por esta editoria,
o alvo predileto seria realmente o policial
que dispõe de preciosas informações.
Por outro
lado, a polícia já dispõe da identificação
da pessoa que assassinou “Roberto do Detran”.
Trata-se de “Galego Sergipano”, que reside
na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba.
Ele teria recebido cerca de R$ 4 mil (quatro
mil reais) para consumar o serviço.
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