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Governo
do Estado e Ministério da Educação implantarão
“Brasil Solidário” no RN
A
governadora Wilma de Faria (PSB) e o ministro
da Educação – Cristovam Buarque, assinaram
um termo de compromisso para a implementação
do programa “Brasil Alfabetizado”, que pretende
erradicar o analfabetismo no país, sobretudo
nas regiões Norte e Nordeste.
No Rio
Grande do Norte, a governadora disse que
a meta é alfabetizar os 25% da população
adulta acima de 14 anos que não sabe ler
e escrever, começando pelos 17 municípios
já beneficiados pelo programa “Fome Zero”
e os primeiros 20 municípios a serem inscritos
no programa “Tributo ao Cidadão” e que têm
os menores Índices de Desenvolvimento Humano
(IDH) do Estado.
Cristovam
Buarque, que participou da 2ª Reunião do
Conselho Nacional de Secretários Estaduais
de Educação (CCONSED), promovida num hotel
da Via Costeira, disse que o governo federal
promoverá “uma grande cruzada contra o analfabetismo”
e que se uma outra tivesse continuado, o
país seria outro. Foi uma alusão ao método
Paulo Freire, seu conterrâneo de Pernambuco,
que iniciou um programa de erradicação do
analfabetismo no governo do presidente João
Goulart, depois interrompido pelo golpe
militar de 1964.
Para o
ministro, se o Brasil conseguir superar
a tragédia da educação, poderá “superar
todas as outras tragédias, como a desigualdade
social e a pobreza de 50 milhões de brasileiros”.
A governadora Wilma de Faria afirmou que
a educação “nunca será prioridade”, se a
sociedade também não tiver o compromisso
de melhorá-la, aliando esforços com os governantes
nos três níveis de governo: federal, estadual
e municipal.
Mas a governadora
advertiu também que o governo federal precisa
investir mais em educação, para onde destina
apenas 4% dos seus recursos, enquanto o
Rio Grande do Norte, por exemplo, investe
27% na área, dois percentuais a mais do
que manda a Constituição. Segundo ela, hoje
existe uma demanda reprimida no Ensino Médio,
um dos motivos que está levando os governos
estaduais a cobrar da União a substituição
do Fundef por um fundo que valorize conjuntamente
os ensinos Fundamental e Médio. “Hoje, perdemos
R$ 2 milhões por mês do Fundo de Valorização
do Ensino Fundamental, que os estados aceitaram,
mas o governo acabou não ampliando, como
foi prometido”, apontou a governadora.
Wilma de
Faria explicou ainda que o Estado, embora
seja constitucionalmente o responsável pelo
Ensino Médio, também tem obrigações por
45% do Ensino Fundamental. Hoje, informou
ela, cerca de 7.000 professores estão na
área administrativa ou à disposição do Ensino
Fundamental, que foi municipalizado, mas
ainda são pagos pelo Estado. “Essas distorções
precisam acabar, por isso é que também estamos
contratando quase 1.000 professores temporários”.
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