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Nova câmera digital
da Fuji chega
à resolução de 6,2 megapixels
A
Fuji Photo Film lançou o que ela diz ser a primeira câmera fotográfica
digital com resolução de 6,2 megapixels. A nova máquina usa a tecnologia
Super CCD SR (Super Dynamic Range), que dobra o número de pixels
em um mesmo chip.
Prateada, a câmera traz uma tela de cristal líquido de 1,8 polegadas e recurso de foco automático, embora também possa ser controlada manualmente.
Além disso, a FinePix F700 tem capacidade para gravar pequenos filmes com som no formato VGA. A FinePix F700 também traz um berço que facilita o download das imagens para o PC, bem como a recarga da bateria.
O zoom da nova máquina tem capacidade de 6,6x, sendo zoom óptico de 3x e digital de 2,2x. Outro recurso atraente da nova FinePix são os diferentes modos de fotografia colorida – preto e branco, monocromático e colorido.
As imagens são capturadas em arquivos RAW e JPEG. A máquina traz um cartão de memória de 16 MB, softs para tratamento das imagens e cabo USB. Segundo a Fuji, a câmera estará comercialmente disponível em meados deste ano, pelo preço sugerido de US$ 600 (no Estados Unidos).
Check-in pela
Internet pretende acabar
com filas nos aeroportos
A espera interminável nas longas filas que se formam nos balcões dos aeroportos antes do embarque pode estar com os dias contados. Algumas empresas aéreas começaram a disponibilizar o “check-in” de última hora pela Internet – sem comprometer a segurança dos passageiros.
As companhias American Airlines, Northwest Airlines e Alaska Airlines/Horizon Air, dos Estados Unidos, já permitem que os passageiros imprimam seu cartão de embarque em casa, no escritório ou em qualquer lugar onde haja uma impressora disponível.
A American Airlines explicou que o cliente deve imprimir duas cópias da passagem – uma para o funcionário que faz o embarque e outra para comprovar a compra do bilhete – 12 horas antes da viagem.
No caso da American Airlines, maior companhia aérea do mundo, o check-in pela Internet é encerrado uma hora antes do horário do vôo.
Para quem tem bagagem para despachar, algumas companhias também podem emitir um bilhete que os permite seguir diretamente à segurança do aeroporto já sem as malas.
No caso, a bagagem é dispensada através de um dos inúmeros quiosques de auto-serviço distribuídos pelos aeroportos mais movimentados dos Estados Unidos.
No Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, por exemplo, os passageiros da Delta Airlines munidos de tíquetes eletrônicos podem ir diretamente a um quiosque, imprimir o cartão de embarque e entregar as malas em um balcão exclusivo, onde receberão o comprovante para a retirada da bagagem em seu destino final.
A Northwest, companhia com o maior número de quiosques de auto-serviço nas instalações dos aeroportos – são 632 em 143 cidades dos Estados Unidos e Canadá – vai ainda mais longe. O passageiro pode despachar a bagagem ainda no estacionamento do aeroporto e lá mesmo retirar o cartão de embarque.
A empresa também permite que o cliente retire o cartão de embarque da viagem de volta – desde que o vôo aconteça no prazo de 30 horas.
Já a Alaska Airlines inaugurou no Aeroporto de Anchorage aquilo que chama de “porto do futuro”, um sistema que, na essência, acabou com o balcão de check-in.
Telefônicas poderão
fornecer
acesso à Internet
O deputado paulista Orlando Fantazzini apresentou projeto de lei que pretende alterar a Lei Geral de Telecomunicações (LGT, Lei nº 9.472/97), de forma a permitir que as concessionárias do serviço telefônico fixo comutado possam também prestar serviço de acesso à Internet. O projeto, que recebeu o número 56/2003, foi apresentado no dia 18 de fevereiro no plenário da Câmara.
Na justificativa, o deputado disse ter recebido diversas reclamações de usuários de serviço de acesso banda larga à Internet que se sentiam lesados com a obrigatoriedade de pagamento mensal de um “serviço desnecessário”. Segundo ele, com a banda larga, “do ponto de vista técnico não existe mais a necessidade do usuário contratar outro provedor de acesso para se conectar à rede mundial de computadores”.
Fantazzini cita o artigo 61 da LGT, que prevê que o serviço de provimento de acesso à Internet não constitui serviço de telecomunicações, e sim serviço de valor adicionado. Mas pelo teor do artigo 86 da mesma lei, as empresas concessionárias do serviço de telefonia fixa são impedidas de prestar serviço de valor adicionado. Portanto, “limitações impostas pela Lei Geral de Telecomunicações” obrigam o usuário a contratar um provedor de acesso à Internet, além da prestadora de serviços de telefonia fixa. O projeto visa eliminar essa “necessidade”, gerando uma autorização em caráter excepcional.
Tal medida, segundo ele, “não irá alterar a configuração desse mercado, na medida em que os controladores da maioria dessas empresas já constituíram outras empresas dedicadas exclusivamente ao serviço de provimento de acesso à Internet, passando a concorrer com as prestadoras de serviço que já atuavam neste segmento”.
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Mossoró-RN, domingo, 23 de fevereiro de 2003