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Quadrilha
pratica assalto e mantém quatro pessoas
reféns
Eduardo
Thomé De Almino Afonso
ALMINO
AFONSO – O empresário Romildo Ramos
de Oliveira, 56, seu primo e sócio Rone
César Bento, 32, sua esposa, a comerciante
Dilna Caboclo, e Fausto Neto ou “Bar”, como
é mais conhecido, todos residentes na região
central da cidade, foram vítimas de um assalto
à mão armada seguido de seqüestro no início
da manhã de ontem, quando viajavam com destino
ao vizinho município de Patu, onde tratariam
de problemas relacionados às empresas que
administram e transações bancárias.
Cerca de
três quilômetros da zona urbana, Romildo
Ramos e seus acompanhantes, que viajavam
em uma camionete S10, cabine dupla, cor
branca e placa MYA-1812-RN, foram abordados
por quatro homens fortemente armados com
escopetas e pistolas 765. Eles abordaram
o veículo lotado, o ocuparam e com as armas
apontadas para a cabeça do motorista exigiram
assumir o controle da direção. Em seguida
rumaram com destino à cidade de Olho D’água
do Borges, onde abandonaram as vítimas nas
proximidades do cemitério público.
Segundo
Romildo Ramos, os quatro homens, três deles
com os rostos descobertos e apenas um usando
capuz, disseram querer apenas o dinheiro
e objetos de uso pessoal da vítima, prometendo
abandonar a S10 em perfeito estado da mesma
forma que a tomaram. Fugiram levando algo
em torno de R$ 18 mil, metade pertencente
aos empresários sócios e a outra parte de
Fausto Neto.
A notícia
do assalto seguido de seqüestro espalhou-se
na região antes de as vítimas serem abandonadas.
Elas foram atacadas por volta das 10h e
duas horas depois soltas. No entanto, ainda
quando viajavam pela estrada nova que liga
esta cidade a Patu, um amigo de Romildo
cruzou com a S10 e vislumbrou tratar-se
de um assalto, pois viu um dos desconhecidos
na carroceria do carro com uma escopeta
apontada para a cabeça do dono do carro.
Imediatamente esta pessoa comunicou o caso
aos familiares da vítima que procuraram
a polícia para prestar queixa.
Um forte
aparato policial foi montado na região,
desde Mossoró até as cidades circunvizinhas
a Almino Afonso, mas o veículo não foi localizado,
apesar de ter sido visto desenvolvendo excessiva
velocidade entre Olho D’água do Borges e
Caraúbas.
Romildo
Ramos e Rone César são proprietários de
uma rede de postos de combustíveis (Posto
Esperança) na região e Fausto Neto atua
como uma espécie de office-boy. Ele semanalmente
recolhe dinheiro dos comerciantes locais
e viaja para Patu onde deposita na agência
do Banco do Brasil. O assalto prejudicou
cerca de 20 pessoas, direta ou indiretamente.
Vítima
diz que o ocorrido pode ter sido premeditado
ALMINO
AFONSO – Para o empresário Romildo Ramos,
o assalto do qual ele e mais três pessoas
foram vítimas na manhã de ontem estava premeditado.
“Eu quase toda semana viajo para Patu, a
exemplo do que fiz ontem e levo dinheiro,
como meus companheiros também o faziam.
Com relação a Fausto Neto, todos sabem do
que ele faz e provavelmente o estavam monitorando
há algum tempo”, disse.
Com relação
ao Office-boy, era o alvo preferido dos
desconhecidos, pois este sempre viajava
em uma moto e ontem coincidentemente ia
de carona, levando ainda em seu poder dezenas
de cartões de crédito para efetuar saques
de funcionários públicos municipais e estaduais.
“Eles diziam que nós levamos azar, mas estavam
à espera de quem passasse primeiro. Sempre
tranqüilo, chegamos a fazer gozação como
forma de nos deixar tranqüilos. Não quiseram
saber de levar cheques”, disse o empresário.
O caso
está sendo investigado pelo delegado local,
o sargento Carneiro, que nas primeiras horas
após o fato ser registrado realizou diligências
sem obter resultado. A viatura da delegacia
local estava sem combustível, o que chegou
a atrasar por meia hora a sua saída da cidade.
Os policiais precisaram contar com a ajuda
de comerciantes locais para sair à procura
da quadrilha que evadiu-se levando a S10
e ainda um Fiat Uno de cor verde lodo, no
qual estavam de tocaia.
Moradores
de Almino Afonso em contato com O
Mossoroense
disseram ter visto esse carro circulado
pela cidade desde quinta-feira da semana
passada. “Eram pessoas suspeitas aos nossos
costumes”, disse uma mulher que preferiu
ter a sua identidade preservada.
Pela
segunda vez família é alvo de atentado
ALMINO
AFONSO
– Pela segunda vez em menos de dois anos
o empresário Romildo Ramos e seus familiares
passam por constrangimento como o verificado
na manhã de ontem quando ele, seu irmão
e mais duas pessoas se viram reféns de uma
quadrilha de assaltantes sob a mira de escopetas
e pistolas.
Em agosto
de 2001, depois de ter se submetido a um
tratamento de problemas cardíacos, quando
chegou a gastar cerca de R$ 110 mil com
hospital e remédio, Romildo disse que menos
de um mês que tinha deixado o hospital sofreu
um prejuízo da ordem de R$ 18 mil. Um carregamento
de combustível que seguia para a região
foi tomado das mãos de seu filho, conhecido
como Edmar. Este também ficou refém dos
assaltantes por quase um dia inteiro, preso
no porta-malas de um carro. A quadrilha
levou o caminhão e depois de descarregá-lo
o abandonou.
“Ontem
quando eles nos pegaram, no caminho eu pedi
que me poupassem deixando todos em um local
onde pudéssemos manter contato com alguém,
pois recentemente me submeti a uma cirurgia
e não podia fazer grandes caminhadas. Eles
foram compreensivos e a única coisa que
não aceitavam era ser encarados de frente.
O dinheiro a gente recupera depois. Importante
é que fomos poupados”, concluiu.
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