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Chocando
o mundo
As
imagens da barbárie no Iraque estão chocando
o mundo. Todos estão penalizados, homem,
mulher e menino. Uma refrega dessa ordem,
decidida apenas por dois homens, Saddam
Hussein e George Bush, não tem o beneplácito
da humanidade como um todo. Até mesmo nos
Estados Unidos, onde se diz que as pesquisas
de opinião indicam que há uma maioria aprovando
os atos hostis naquele país do Oriente Médio,
já começaram também as reações contra os
embates.
Pelo
que se observa, a maioria da mídia que se
mostra favorável dos Estados Unidos nessa
guerra contra o Iraque poderá ser ela mesma
a responsável pelo fim da agressão, na medida
em que são divulgadas as imagens (seja por
fotografias de jornais ou pela televisão)
mostrando vítimas, inclusive inocentes,
da guerra em si.
O
que é fato é que o cidadão, por menos informado
que seja, sabe e conhece, pelo menos em
teoria, os horrores de uma guerra. Por isso,
a maioria se engaja nos movimentos pacifistas
que estão se espalhando pelo mundo, ganhando
corpo em todo o planeta. Claro que no meio
destes há os que resistem aos apelos da
paz. O que não se pode deixar de reconhecer
é que sensibiliza a todos as imagens dramáticas
como foi a foto daquela criança com o rosto
queimado ou do soldado morto com a bandeira
branca na mão postado que estava na fronteira.
Essas são imagens que ficarão perenemente
marcadas na memória de cada um dos cidadãos
de hoje e que falam por si só dispensando
outras análises e comentários.
Com
toda certeza essas cenas e outras mais contundentes
aumentarão o grosso daqueles que se posicionam
contra a guerra em várias partes do mundo.
Os bombardeios por mais precisos que sejam
estão atingindo inocentes, produzindo efeitos
colaterais incalculáveis sobre o conflito.
Resta a esperança de que o sangue de inocentes
poderá servir para conter o ímpeto belicista
que ameaça a paz entre os povos.
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