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Cpi
do leite
A CPI do
leite já está com quinze assinaturas de
deputados que apoiaram a solicitação. Esse
número poderá aumentar, dependendo do que
decidir a liderança do PMDB, na Assembléia
Estadual, que ainda não se pronunciou sobre
o assunto. Encaminhada à votação, resta
saber se interessará à governadora Wilma
de Faria a existência de uma Comissão Parlamentar
de Inquérito, cujos resultados poderão ser
diferentes daquilo que se espera. Além disso,
terminará envolvendo outros assuntos de
governo, podendo atrapalhar o processo administrativo.
Sobre a CPI estadual, a história tem mostrado
que ela, quando instalada, até hoje não
chegou a qualquer resultado positivo. Mesmo
assim, os deputados estão conscientes do
que ela representa, e querem participar,
de alguma maneira, de um processo que poderá
colocá-los na mídia.
O ministro
da Justiça, Márcio Tomás Bastos, sempre
esteve no meu mais alto conceito. Homem
sério, de passado limpo, envolvido nas lutas
democráticas, o nome indicado para ocupar
o lugar para o qual foi nomeado pelo presidente
Lula da Silva. Qual não foi a minha surpresa
quando, dois dias atrás, no Espírito Santo,
responsabilizou o governo do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso pelo fortalecimento
do crime organizado em nosso país. Até quando
teremos que escutar isso? Quando será que
os ocupantes do atual governo irão se conscientizar
que a administração é dinâmica e já se perdeu
muito tempo olhando para trás? O importante
é adotar medidas que venham corrigir aquilo
que se considera errado. A comodidade da
denúncia não resolverá os problemas da nação.
O importante é que sejam tomadas medidas
corajosas, a exemplo do que fizeram outros
países, evitando que os bandidos continuem
a matar os nossos juízes.
Felizmente,
ontem, em depoimento na Comissão de Justiça
da Câmara dos Deputados, o ministro mudou
o discurso. A mudança de ambiente, do local
de um crime praticado pelo esquadrão da
morte à austera Comissão de Justiça, certamente,
influiu na postura do dr. Márcio Tomás.
Em sua exposição, declarou haver chegado
a hora de esquecer o que passou e tomar
medidas futuras, logo no atual governo.
E falou na instalação de um Plano Nacional
de Segurança, incluindo sistema prisional
eficiente, construção de prisões federais
nos estados, reequipamento da Polícia Federal
que terá o seu efetivo aumentado de sete
mil para doze mil homens. Emergencialmente,
serão contratados quinhentos homens. Não
é preciso dizer que o ministro agradou os
parlamentares que, em demorada reunião,
fizeram questão de perguntar, mas, também,
de sugerir outras propostas. Parlamentares
da oposição chegaram a assegurar o apoio
para essas medidas, inclusive uma outra
reforma do Judiciário.
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