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RN
deve contar com pior epidemia de dengue
da história
MÁRCIO
COSTA Da Editoria do Regional
As
previsões trabalhadas pelos técnicos do
governo para o quadro da dengue no Estado
apontam para um agravamento no número de
casos, pelo menos para os próximos dois
anos.
A existência
de quatro tipos de vírus responsáveis pelo
desenvolvimento da dengue faz com que a
doença se apresente como um risco constante
em todo o mundo e a chegada do terceiro
tipo da doença no RN começa a gerar previsões
sombrias.
Mesmo com
o registro de apenas dois tipos do vírus
no Brasil até o ano passado, o quadro era
tido como preocupante, existindo um crescimento
gradual nos números de casos registrados
de 1994, até o ano passado.
Com a entrada
do tipo três do vírus no Brasil, o Rio Grande
do Norte corre o risco de contar nos próximos
dois anos com o maior surto da doença na
história do Estado.
Segundo
o infectologista, Luís Alberto, o primeiro
registro do tipo três do vírus da dengue
no Rio Grande do Norte se deu em maio do
ano passado
“As probabilidades
se voltam para o registro do maior número
de casos verificados no Estado, paralelamente
a um maior número de casos graves em função
da população estar completamente desprotegida
para o ataque do novo tipo de vírus”. destaca
Luís Alberto
Uma informação
que amplia as dimensões do problema se volta
para a possibilidade de desembarque do quarto
tipo virótico que já está localizado na
América do Sul.
O
tipo quatro do vírus causador da doença
está localizado na Venezuela e deve chegar
ao Brasil em pouco tempo agravando a situação.
“A chegada
do tipo quatro é apenas uma questão de tempo,
A situação deve se agravar ainda mais”,
conclui o infectologista.
Erradicação
da doença só deve ocorrer em 10 anos
As informações
com relação ao quadro de infestação da dengue
no Estado para os próximos 10 anos não são
das mais animadoras.
A soma
de um complexo sistema de fatos que estão
sendo desencadeados em torno da doença aponta
para pelo menos mais 10 anos de convivência
com os efeitos do vírus, transmitido através
do mosquito Aedes aegipty.
Segundo
o infectologista Luís Alberto, o quadro
de registro de casos no país é crescente
desde 1994, não existindo previsão para
regressão a curto prazo.
“Erradicar
a doença se apresenta como uma missão impossível
e a expectativa de controle se dá com previsões
de pelo menos 10 anos. Somente com condições
de realizar um trabalho diuturno e ininterrupto,
o controle seria capaz de ser alcançado
em aproximadamente três anos”, esclarece
o infectologista.
Luís Alberto,
que é considerado uma das maiores autoridades
em infectologia da América Latina, foi convidado
para assumir o trabalho de combate a
dengue no Rio Grande do Norte e destaca
que lutará pela busca de um quadro mais
ameno no mais breve espaço de tempo possível.
“Só aceitei
a função porque me deram a garantia de que
o trabalho seria realizado respeitando-se
as necessidades de um combate intensivo.
Afirmaram-me que uma vez iniciado, o trabalho
não teria mais fim. Vou buscar um quadro
mais ameno no mais breve espaço de tempo
possível”, conclui Luís Alberto.
Estado
está preparado para enfrentar epidemia,
afirma infectologista
“Em tese
o Estado está preparado para enfrentar o
problema”. Com esta afirmação o infectologista
Luís Alberto, tranqüiliza os norte-rio-grandenses
que devem se preparar para enfrentar com
clareza os efeitos da doença.
Com pelo
menos 98% dos casos tratados em nível ambulatorial,
apenas 2% dos registros da doença exigem
internamento seguidos de uma maior atenção
médica.
Este número
não é suficiente para a instalação de um
cenário de calamidade, estando portanto
dentro das margens de absorção de internamento
em caráter emergencial dos hospitais do
Estado.
Buscar
orientação médica diante dos primeiros sinais
da doença e seguir a risca as orientações
determinadas pelos especialistas, praticamente
elimina o risco de morte através da infecção
virótica.
“Com o
tratamento adequado, as chances de morrer
de dengue é praticamente zero”, explica
o infectologista.
Mesmo diante
das previsões negativas e dos números progressivos
da doença, é cada ano menor o número de
mortes ocasionadas por dengue no Estado.
Segundo
o infectologista Luís Alberto, para cada
1.000 casos de dengue, é registrado um caso
da doença em sua versão hemorrágica. O número
de mortes através da dengue hemorrágica
no Rio Grande do Norte é de 7%, considerado
alto pelo Ministério da Saúde. Os índices
apresentados como de segurança satisfatória
giram em torno de 1%.
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