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Palmtop envia imagens via celular
Para
fotógrafos acostumados a carregar mais de dez quilos de equipamentos,
com máquinas fotográficas digitais, lentes e apetrechos para transmitir
imagens (um micro portátil), surge uma solução que é muito bem-vinda:
o envio de imagens a partir de um microcomputador de mão.
Em várias situações, essa solução pode ser bastante útil, além de economizar pelo menos quatro quilos com o peso do notebook, da bateria e da mala.
No lugar dessa parafernália, o fotógrafo usa um iPaq, por exemplo, um programa especial para transmitir as imagens para a redação e um celular com acesso à internet em alta velocidade. O celular pode ser um cartão PCMCIA (do tamanho de um cartão de crédito), acoplado a uma jaqueta. O celular com cabo também serve.
O software de transmissão testado com exclusividade pela Folha é o Pocket Phojo. Permite manipular e enviar imagens por e-mail ou pelo protocolo FTP (File Transfer Protocol).
O fotógrafo retira o cartão da câmera digital e o insere no adaptador do palmtop (cartão PCMCIA ou Compact Card). Depois de usar a caneta especial para tocar na tela, o programa é aberto.
Em Storage Card, o aplicativo mostra os "thumbnails" (galeria de imagens). É possível escolher entre as opções pequeno e grande.
Toque no "thumbnail" para abrir a fotografia, que pode, então, ser rotacionada, cortada, ter as cores e a luminosidade corrigidas e ser reajustada.
A imagem pode ser visualizada de 10% a 800% para a checagem de detalhes. Em Image, selecione a opção Caption para fazer a legenda da foto. As informações são introduzidas pelo teclado virtual, disponível na própria tela, ou pelo sistema de reconhecimento de escrita do palmtop.
As imagens são transmitidas uma a uma por FTP, batch (lotes) ou anexadas em e-mail.
O Pocket Phojo 2.0 custa US$ 489 (www.idruna.com/pocketphojo.html) e pode ser avaliado gratuitamente por um mês. O teste foi realizado em um iPaq 3950, da HP, com jaqueta de dois slots (saídas) para cartão do tipo PCMCIA. Em uma das saídas, foi colocado o cartão com as imagens gravadas na câmera digital. A outra foi usada para o cartão GtranDotSurfer CDMA 1x, da Vivo.
As fotografias foram tiradas com as câmeras Kodak/Canon DCS 520 e Canon EOS 1D.
A DCS 520 é um modelo que está fora de linha há dois anos, e o Phojo não conseguiu reconhecer o formato JPEG dessa máquina.
Com a EOS 1D, os arquivos abriram rapidamente e foi possível testar as ferramentas de manipulação de imagem.
As transmissões foram feitas para o servidor FTP da Folha. O tempo de envio de uma imagem de 5,7 Mbytes comprimida para 500 Kbytes variou de um a dois minutos, pois depende do local e do sinal da operadora.
As transmissões podem ser feitas em iPaq com rede sem fio (802.11b), Bluetooth e cartões de telefonia CDMA ou GSM.
Caixa automático do Unibanco trava e exibe mensagem de vírus
Neste último fim de semana, ao menos um dos milhares de caixas automáticos do Unibanco deixou seus correntistas, no mínimo, intrigados. No ponto disponibilizado no Shopping Frei Caneca, região central de São Paulo, o terminal identificado como o número 02073811 exibia a seguinte mensagem em uma tela escura: “Startup.CMD Aviso: vírus encontrado no equipamento. Sistema parado Inetd.exe Syslog.exe”
De acordo com pessoas que trabalham próximas ao terminal, o sistema exibiu a mensagem por, pelo menos, dois dias. Depois de notificado pela CSO, o Unibanco recolheu o equipamento para investigação.
Segundo José Fernando Trita, diretor de tecnologia do banco, esta foi a primeira vez que um terminal automático exibiu tal mensagem. “O que identificamos é que a máquina foi vandalizada. Tentaram invadir o equipamento com equipamentos externos e ele se auto-travou”, declarou.
Trita afirmou que “a pessoa mexeu na leitura do cartão e danificou e dispensador”. “A máquina tem antivírus. A única forma de um vírus contaminar o sistema seria se a manutenção técnica agisse de má-fé, mas sabemos que não foi isso o que ocorreu”.
O executivo disse também que foi identificada a tentativa de abrir o dispositivo da máquina que libera dinheiro. Nestas situações, a mensagem correta que deveria ser exibida apresenta um quadro vermelho na tela, informando que o sistema está fora de operação devido a ações de vandalismo ou roubo.
Investigação
Trita afasta qualquer hipótese de invasão feita por hackers. Segundo o executivo, o laboratório interno do Unibanco está investigando o equipamento para saber por que o ele exibiu a mensagem de vírus.
“Houve um bug inédito de conjunção de software, que levou o caixa a exibir tal mensagem. Agora estamos trabalhando para saber o que criou este problema”, afirma. Trita não menciona quais tecnologias poderiam ser responsáveis pelo problema, mas adianta que a resposta deve ser dada nos próximos dias.
“Infelizmente, o vandalismo é um hábito permanente que aumenta cada vez mais. Há muitas quadrilhas tentando roubar terminais automáticos, e este problema não é exclusividade do Unibanco”. Antes de mais nada, Trita deixa claro: “não era uma quadrilha de hackers”.
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Mossoró-RN, domingo, 27 de abril de 2003