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Como identificar a criança hiperativa

 

JUSTINO NETO
Da Redação

Denominada pela medicina como distúrbio do déficit de atenção, a hiperatividade pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos. Os sintomas variam de brandos a graves. Um exame físico deve sempre ser recomendado antes de qualquer  coisa que aponte outras causas para o comportamento diferenciado do seu filho. O comportamento hiperativo pode estar relacionado a um problema de comunicação, a perda da audição ou visão. A irmã Zelândia, que responde pelo comando geral do Colégio Sagrado Coração de Maria, disse que professores e pais de uma criança hiperativa devem ter conhecimento de como lidar com a impulsividade e a falta de atenção da criança.

 A irmã Zelândia disse que tem dois casos em seu colégio, mas assegura que é muito difícil dar uma definição para uma criança hiperativa, porque às vezes é uma questão de formação, de criação. “Quando a criança faz tudo o que quer, é muito difícil você controlar”, disse.

O Colégio Sagrado Coração de Maria oferece todo o acompanhamento às duas únicas crianças hiperativas que tem em seus quadros, mas a irmã Zelândia sempre recomenda aos pais levá-los para um tratamento mais sério. “Aqui nós damos toda a atenção possível, mas aconselhamos que os pais levem seus filhos para um acompanhamento médico, que é um procedimento mais seguro”, ressaltou.

A irmã Zelândia lembra que uma criança hiperativa dá muito trabalho. Ela ressalta que às vezes os pais têm uma vida muito agitada e por isso os filhos ficam sempre em último plano. “Quando o pai e a mãe trabalham fica difícil acompanhar um filho hiperativo”.

O comportamento de uma criança hiperativa geralmente interfere na vida familiar, escolar e social. Geralmente falam alto demais e em momentos inoportunos. Elas estão sempre em movimento e são incapazes de ficar quietas. São, em sua maioria, impulsivas.

Para a psicóloga Bernadete Holanda, da Clínica Verônica , a hiperatividade é uma disfunção neurológica conhecida como Distúrbio  de Déficit de  Atenção (DDA) que é responsável pela enorme frustração que os pais e seus filhos portadores desse distúrbio experimentam.

Segundo ela, essas crianças, adolescentes e até mesmo os adultos acometidos com a doença recebem o rótulo de “problemáticos”, “indisciplinados” e “irresponsáveis”. A dra. Bernadete aconselha os pais a procurarem um psicopedagogo que com certeza ele vai ajudar no tratamento. “Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para a criança”.

Segundo a dra. Bernadete, tudo aquilo que se lê a respeito do assunto tem uma conotação negativa pelo fato de  ainda continuar pouco esclarecido apesar dos avanços da medicina. A Clínica Verônica fica localizada à rua José Otávio, nº 15, Centro.

Hilnete Cavalcanti, 39, funcionária pública, disse que tem um filho que ela considera “muito danado” e já começa a desconfiar que seja uma criança hiperativa e que precisa de um tratamento. Rodrigo Bernardo tem apenas cinco anos de idade, mas não consegue ficar um minuto sem estar se movimentando. “Tem muito vigor, mexe em tudo, quebra as coisas de vez em quando, sem falar nas quedas que leva pois está sempre correndo”, disse a mãe.

Quando o assunto é a escola, Hilnete disse que constantemente é chamada à direção do colégio para falar sobre Rodrigo. “A diretora, inclusive, já me aconselhou levá-lo ao médico. É preciso paciência com uma criança assim. Nós damos muito amor para ele, mas só isso não resolve”, concluiu.  

A hiperatividade não é problema comum. De acordo com artigo publicado no British Journal of Psichiatry, apenas 3% das crianças são realmente diagnosticadas com a distúrbio do déficit de atenção. A hiperatividade é muitas vezes mais comum nos meninos do que nas meninas. As causas exatas da hiperatividade são desconhecidas.

Os médicos teorizam que a desordem pode ser resultado de fatores genéticos; desequilíbrio químico; lesão ou doença na hora do parto ou um defeito no cérebro ou sistema nervoso central, resultando no mau funcionamento do mecanismo responsável pelo controle das capacidades de atenção e filtragem de estímulos externos.

 

 

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