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A vice-prefeita de Natal e candidata
a deputado estadual, Micarla de Souza (PV) concedeu
entrevista ao Observador Político na última quarta-feira
quando esteve em Mossoró participando de atividades
de campanha. A candidata falou sobre o pai Carlos Alberto
e dos projetos do PV, ela anunciou que votará em Heloísa
Helena para presidente.
O Mossoroense: Qual a mensagem
que a senhora está usando nesta campanha?
Micarla de Souza: Você colocou uma
coisa importante, queria dar meus primeiros passos na
política honrando o meu pai que foi de locutor de rádio
a senador em 10 anos. Nunca imaginei seguir os passos
dele. Comecei como vice-prefeita e não foi o que imaginava,
eu não sou política profissional, sou jornalista profissional.
Não entrei na política com a ajuda de meu pai porque
só virei candidata após seis anos de sua morte. Não
deu, tive problemas com o prefeito. Não deu, decidi
fazer minha carreira solo. Quero levar a mensagem de
quem quer contribuir no processo.
OM: Embora Carlos Alberto seja
uma bandeira...
MS: Pois é. Ele é uma bandeira. Para
você ver, ontem estive em Barra de Manxaraguape e São
Miguel do Gostoso e quando as pessoas sabem que estou
no lugar aparecem para falar sobre ele e trazem cartazes
com fotos dele. Tenho muito orgulho de ser a herdeira
política dele.
OM: O PV nacional sustenta a bandeira
do anti-lula, o PV local segue essa tendência?
MS: O nosso partido resolveu deixar
em aberto esse assunto para que cada um escolha o seu
caminho, aqui no RN fizemos o mesmo. Eu lhe digo que
meu voto é para a senadora Heloísa Helena porque acho
que a mulher precisa trazer uma história nova para a
política de nosso país. A senadora terá o meu voto e
de outros integrantes de nosso partido.
OM: Havia uma preocupação do partido
no tocante a cláusula de barreira...
MS: Ainda é... a gente está fazendo
das tripas coração para isso, precisamos atingir esses
2% da votação para deputado federal. Eu tenho certeza
de que vamos atingir a nossa meta que é atingir uma
votação de 35 mil votos no RN. Vocês devem estar acompanhando
a luta do nosso deputado Fernando Gabeira que é um exemplo
a ser seguido por todos nós.
OM: É uma eleição diferente, sem
‘showmício,’ sem camisa, com o candidato tendo que ser
mais presente, a senhora acha que foi uma decisão acertada?
MS: As pessoas perguntam sobre essas
coisas, mas não cobram. Foi uma decisão que deixou tudo
mais justo. Mas para tudo tem um jeitinho e essas pessoas
que compravam o voto com o boné contratam uma liderança
e ela compra os votos a preços estúpidos. A gente sabe
de várias histórias de vereadores de interior que recebem
dinheiro para entregar os votos. Eu queria que essas
pessoas dessem com os burros n'água para acabar com
esse praática coronelista. Infelizmente estou vendo
esse desvio do dinheiro da campanha.
OM: A senhora estava meio triste
porque não conseguiu fazer o que pretendia...
MS: Eu não consegui fazer quase nada,
mas o povo diz chega e diz 'olha, você fez tanta coisa'.
Tenho aquela ânsia de todo jornalista de querer fazer
um monte de coisa de um vez só. Alio a vida de vice-prefeita,
com a de jornalista e empresária. A TV Ponta Negra está
chegando a 20 anos, são poucas as empresas nesse país
que duram tanto. Falando nisso tenho uma boa notícia
para Mossoró porque nós vamos entrar agora na cidade
com um equipamento novo que atrasou por causa da burocracia
e Mossoró receberá um sinal via satélite. A nossa equipe
já está instalando equipamentos e esperamos estar aqui
em 10 ou 20 dias. Queremos fazer alguma parceria para
acabar com essa distância entre Natal e Mossoró com
jornalistas atuando direto daqui. Voltando ao assunto
vice-prefeitura, o pessoal esperava um vice-prefeito
funcionando como um abajur, a partir do momento que
assumi cumpri o compromisso de colocar a vice-prefeitura
na Zona Norte e demonstrei uma preocupação com a educação
com o objetivo de diminuir a violência. Para isso deixamos
as escolas com atividades nos fins de semana ajudando
as crianças a ter o que fazer nesse período.
OM: O entrave para o crescimento
da carcinicultura é o Idema, a senhora concorda com
isso?
MS: Eu acho o seguinte: o Idema e
o Ibama são órgãos importantíssimos para o desenvolvimento
sustentável que é baseado numa justiça social e na questão
de que um lugar só se desenvolve se houver um meio ambiente
equilibrado. O que eles fazem é um trabalho importante.
O camarão é importante, mas pode causar um desastre
por causa da devastação dos mangues. Por que não aliar
o cuidado com o meio ambiente e o desenvolvimento.
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