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Galeria
construída pela prefeitura cria transtornos
no Quixabeirinha
Sérgio
Oliveira Da redação
Um
problema detectado há 8 anos continua tirando
o sossego dos moradores do bairro Quixabeirinha,
zona sul de Mossoró. Sempre que chove, várias
ruas e residências são invadidas pelas águas
que correm por uma galeria construída pela
prefeitura de Mossoró para escoar as águas
do bairro Ouro Negro. “Este foi um presente
de grego que nos deu a prefeita Rosalba
Ciarlini”, lamenta o presidente do conselho
comunitário do bairro, Luiz Aires.
Com as
chuvas dos últimos dias o caso vem se agravando
sem que nenhuma providência seja tomada
pelo município. “Nós inclusive já fizemos
uma proposta no Orçamento Cidadão de 2000,
mas não fomos atendidos até agora para que
uma galeria fosse construída e essa água
desviada”, acrescentou o dirigente comunitário
com o respaldo de vários moradores que se
aglomeraram ao sentirem a presença da reportagem
de O Mossoroense.
Na opinião
dos moradores, como está, a obra da galeria
que vem do Ouro Negro foi mal projetada.
Sem espaço para escoar, as águas se acumulam
em uma lagoa próximo ao bairro e quando
transborda cria todos os problemas citados.
Outro temor da população é com a utilização
destas águas pelas crianças que se banham
a cada chuva que banha a cidade.
Gerente
da Sedetema diz que prefeitura já tem projeto
de drenagem
A gerente
da Secretaria de Desenvolvimento Territorial
e Meio Ambiente (SEDETEMA), Kátia Maria
Cardoso Pinto, conversou ontem no início
da noite com a reportagem de O Mossoroense
e disse que este já é um problema de conhecimento
da prefeitura. “O município já tem um projeto
de drenagem destas águas, porém depende
de verbas federais ou de uma parceria com
o governo do Estado”, adiantou a secretária.
Ela comentou
ainda que o projeto do município era seguir
com a galeria do Ouro Negro e passar por
Quixabeirinha, porém seu curso foi alterado
pela construção de casas por particulares
dentro do leito do riacho existente. Esse
detalhe encareceu a obra que deve ficar
em torno dos R$ 1,5 milhão. “A área loteada
impede a passagem da água e fica também
menos impermeável”, analisa Kátia Pinto.
BENEFÍCIO
– Enquanto espera por uma sinalização positiva
de Brasília pela liberação das verbas para
a construção da galeria e até a indenização
de algumas residências, a gerente da Sedetema
anuncia outros benefícios para o Quixabeirinha.
De acordo com ela, já está tudo pronto para
o serviço de calçamento de quatro a cinco
ruas, o que deve melhorar as condições de
tráfego nesta comunidade.
Muro
de proteção desaba na rua Felipe Camarão
Outro problema
que terminou se agravando com as últimas
chuvas foi a queda do muro de proteção da
pista que fica no início da rua Felipe Camarão,
bairro Aeroporto. A situação já havia sido
denunciada pela comunidade, mas a prefeitura
não adotou nenhuma medida preventiva.
Ontem pela
manhã parte da proteção desmoronou gerando
mais preocupação para os moradores da área
que já enfrentam as águas oriundas de uma
lagoa próximo ao Centro Regional de Agricultura
e Hemocentro. Na edição do último sábado,
25, O Mossoroense levantou a questão alertando
para esta possibilidade, inclusive o perigo
que representava para as crianças e pessoas
que trafegam nas imediações do muro de proteção.
Ontem,
depois do fato consumado, a prefeitura enviou
trabalhadores para o local e durante toda
a tarde trabalharam para recuperar o trecho
danificado. Mesmo assim os moradores das
duas áreas atingidas se queixam que a chefe
do município só tenha passado pelos dois
locais no período eleitoral.
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