|
Eleição
no PMDB
Depois
de oito anos no governo do Estado do Rio
Grande do Norte, o resultado das últimas
eleições fez com que o PMDB regional fosse
cobrado por mudanças em sua estrutura. E
a primeira coisa que se diz é que chegou
a hora dos Alves entregarem o diretório
a uma outra liderança, possibilitando sua
reorganização. Até mesmo o senador Garibaldi
Filho declarou que o futuro presidente regional
não deveria ter o sobrenome Alves. Mesmo
assim, essa não deve ser a preocupação principal
do PMDB.
Ninguém
pode negar que, em nosso Estado, o PMDB
deve muito aos Alves, a começar pelo seu
líder maior, o ex-ministro Aluízio. Muitos
são os seus representantes detentores de
mandato eletivo. Experiência não falta a
nenhum deles. A manifestação de Aluízio
de que desejava encerrar seu período como
presidente do PMDB fez nascer essa discussão
que, em todas as ocasiões, permanece a afirmativa
de que, querendo, ele continuará nesse cargo
por tempo indeterminado. Quanto a isso,
não há divergência.
Mesmo perdendo
a eleição para o governo do Estado, o PMDB
elegeu um senador com o maior número de
votos entre os que disputaram, três deputados
federais e quatro estaduais. São muitos
os prefeitos filiados à legenda. Possui
diretório em todos os 167 municípios e sempre
aparece em primeiro lugar quando se pergunta
a preferência do eleitor norte-rio-grandense.
Por isso mesmo, é um partido que terá vitalidade
permanente, devendo eleger um grande número
de prefeitos no próximo pleito.
O que importa
ao futuro presidente do PMDB regional, desde
que Aluízio Alves insista em não continuar
nesse cargo, é que ele seja escolhido de
acordo com a maioria dos filiados. Deve
haver uma consulta não apenas aos detentores
de mandatos eletivos mas, também, aos diretórios
municipais. Seria como uma espécie de prévia
para chancelar o nome que for apresentado.
Dessa forma, esse presidente terá a força
necessária para reorganizar e administrar
o PMDB, garantindo-lhe novas vitórias no
futuro próximo.
|