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Vigilância
alerta que camisinhas de times de futebol
são falsas
BRASÍLIA
(Agência Saúde) – A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA), do Ministério
da Saúde, determinou ontem a proibição da
comercialização e a interdição do lote nº
060602–MD das camisinhas Falcon dos times
de futebol Flamengo, Corinthians, Palmeiras
e São Paulo. Todas apresentaram o mesmo
número de lote, o que as caracteriza como
falsas. As cópias reproduzem embalagens
originais do preservativo produzido pela
Indústria Nacional de Artefatos de Látex
(INAL).
A Associação
Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF)
informou a irregularidade à Anvisa, que
está recolhendo o produto em todo o País
em conjunto com as vigilâncias sanitárias
estaduais e municipais. A ABCF suspeita
que a cópia comercializada no Brasil seja
produzida na China e entre no comércio brasileiro
pelo Paraguai. As vigilâncias sanitárias
estaduais já receberam as orientações da
Anvisa para que sejam rigorosas na fiscalização
dos locais que vendem os produtos falsificados.
A camisinha Falcon não faz parte do programa
de distribuição de preservativos do Ministério
da Saúde.
As camisinhas
falsificadas são vendidas sem nota fiscal,
a preços bem mais baratos que a verdadeira.
As vigilâncias que encontrarem o produto
terão de comunicar a Polícia Civil para
que seja feita investigação. A Anvisa alerta
que a aquisição de produto falsificado deve
ser evitada. Além de não ter a qualidade
garantida pelo fabricante do original, o
preservativo pode oferecer risco à saúde
do consumidor. Os consumidores que encontrarem
ou tiverem em casa esses produtos devem
encaminhá-los às vigilâncias sanitárias
locais. As denúncias podem ser feitas pelo
Disque Saúde (0800 61 1997) ou pelo e-mail
ouvidoria @anvisa.gov.br . Todos os produtos
devem ser retirados imediatamente dos postos
de venda. Os revendedores que não cumprirem
a determinação poderão receber notificação
e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5
milhão, de acordo com a Lei nº 6.437/77.
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