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Instituto
de Pesquisa do Semi-árido terá recursos
de R$ 5,8 mi
O
ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto
Amaral, anunciou ontem, em Recife (PE),
a criação do Instituto de Pesquisa do Semi-árido,
que vai demandar R$ 5,8 milhões em investimentos.
A previsão é para que o instituto entre
em operação até o final deste ano.
O núcleo,
que estará voltado para trabalhos de investigação
científica focados na convivência do homem
com a seca, coordenará ações hoje desenvolvidas
no âmbito de diversas instituições da União,
estados e municípios.
Já foram
iniciadas articulações neste sentido com
o Banco do Nordeste (BN) e com o grupo técnico
responsável pelo projeto da nova Superintendência
do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).
Apesar
deste ser um ano de contenção de despesas
no governo federal, Roberto Amaral garante
que os recursos para o instituto estão garantidos,
já que a pasta conta com R$ 2,3 bilhões
do orçamento, incluindo os 14 fundos setoriais
de ciência e tecnologia.
APORTES
- Amaral afirmou que a sede do instituto
ainda não está definida, mas os critérios
para a escolha serão a disponibilidade de
quadros de pesquisadores, a posição logística
em relação aos demais Estados da região
semi-árida e a entrada do governo estadual
e do município interessado como parceiros
no projeto, participando com aportes de
capital.
COMPARAÇÕES
- Quanto às linhas de pesquisa a serem desenvolvidas,
o ministro ressaltou que o objeto dos trabalhos
não será combater as estiagens, mas o desenvolvimento
de tecnologia para a convivência com o fenômeno
climático.
“Entre
outros objetivos, vamos buscar melhorar
o aproveitamento do solo, da água e da pesca
em açudes”, complementou. “A iniciativa
de criar o instituto é correta, pois vai
se sistematizar a infinidade de pesquisas
desenvolvidas de forma isolada sobre o semi-árido
e se aprofundar cientificamente estes trabalhos.
O projeto
é voltado para o suporte tecnológico à convivência
com a seca e tem como alvo assentamentos
agrários em Pernambuco, Ceará, Rio Grande
do Norte, Paraíba e Sergipe.
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