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Perseguição
implacável
Se se for
efetuar um levantamento mais complexo, seguramente,
um dos compartimentos onde o governo Rosalba
Ciarlino é pior avaliado é justamente no
seio do servidor público. Essa antipatia,
que parece mútua, advém exatamente do tratamento
desumano dispensado pela prefeita aos funcionários
da prefeitura de Mossoró. Estes são, invariavelmente,
tratados debaixo dos pés. Como se fossem
pessoas de quinta categoria. Os casos estão
pipocando por toda parte. Os mais recentes
dizem respeito aos pobres garis.
Trinta
deles estão proibidos de terem acesso a
uma melhor posição no serviço público, quem
sabe, até aposentadoria, porque assessores
da prefeita se negam a lhes fornecer um
laudo técnico-pericial. Outros pobres, sentindo-se
mal remunerados foram proibidos de coletarem
o lixo reciclável que estes fazem como uma
forma de conseguirem os dinheiro dos pães
no dia-a-dia. Essa coleta eles faziam informalmente
enquanto coletavam o lixo doméstico das
casas e prédios.
Outra medida
antipática adotada no seio da municipalidade
diz respeito ao fato dos garis fazerem o
percurso da coleta de lixo sempre pegando
carona nos caminhões. Isso também lhes foi
proibido e eles terão que fazer o itinerário
a pé. Como se vê, são coisas pequenas, miúdas
até, mas que, no contexto maior comprometem
a imagem da prefeita perante os servidores.
Fica parecendo coisa de picuinha, miúda,
de quem não tem o que fazer.
As coisas
colocadas nesses termos comprometem sobremaneira
a imagem da senhora Rosalba Ciarlini no
seio da comunidade de modo geral e dos funcionários
públicos em particular. Motivos como está
visto, eles têm sobrando para tal.
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