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O
tempo voa
Mesmo se
considerando que três meses é um prazo mínimo
para quem vai dispor de 48 destes mesmos
meses para governar, mas é fato que já dá
para sentir alguma inquietação em setores
os mais diversos da vida nacional porque
o governo comandado por Luiz Inácio Lula
da Silva não vem dando as respostas que
a sociedade brasileira quer ouvir para os
seus problemas. E é muito natural que isso
ocorra porque afinal de contas além da esperança
que a população depositou no novo presidente
da República ainda por cima há o seu programa
e suas propostas que se esperava virassem
o Brasil às avessas.
O que se
vê é que o Brasil tem pressa mesmo e não
tem tempo a perder enquanto governantes
do presente usa como desculpa para sua inércia
o tempo perdido de governos anteriores.
A mesma coisa se observa a nível de Rio
Grande do Norte onde sequer diretores de
escolas estaduais sequer foram nomeados
integralmente. Em São Paulo, milhares de
metalúrgicos decretaram greve porque estão
insatisfeitos com os seus salários. O Movimento
dos Sem-Terra, o braço armado bastante identificado
com o Partido dos Trabalhadores, também
emite sinais de inquietação e já começou
de novo a invadir propriedades. E assim
os exemplos se espalham pelo Brasil afora.
Luiz Inácio
Lula da Silva e dona Wilma de Faria se apresentaram
nas praças públicas como o novo, com uma
nova proposta de governo e o eleitor votou
nessa nova proposta. Que nós já perdemos
muito tempo a sociedade brasileira está
cansada de saber disso.
O que está
mais do que claro é que os novos projetos
não se instalam. Nem aqui nem em Brasília.
Tudo está atrelado a decisões anteriores
dando continuidade ao que se queria mudar.
E essa situação impacienta o cidadão que
sabe sim que o tempo ainda é pouco para
as mudanças profundas desejadas e tão sonhadas
pelo povo brasileiro, mas que se mude pelo
menos as atitudes.
O que é
certo é que nem o presidente Lula nem dona
Wilma de Faria ainda não conseguiram acertar
ao diapasão do seu discurso no poder. O
presidente da República continua querendo
ser o “Lulinha paz e amor” da campanha eleitoral
recente, o que não é mais o caso. E dona
Wilma de Faria, aquela que veio para revolucionar
o governo norte-riograndense, mas até agora
não disse a que veio.
A complexidade
dos nossos problemas exige uma reflexão
imediata acompanhada de iniciativas concretas.
E o tempo voa e não perdoa.
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