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Agiota
seqüestrado presta esclarecimentos a
delegado
O
agiota/comerciante Antônio Batista, o “Buba”,
50 anos, que foi seqüestrado na tarde da
última terça-feira, por quatro homens ainda
não-identificados, prestou depoimento na
manhã de ontem ao bacharel Luiz Fernando
Sávio, titular da 1ª Delegacia de Polícia
(1ª DP), depois de acossado pela autoridade
policial, haja vista ter sido orientado
pelos seqüestradores a não prestar qualquer
esclarecimentos acerca do que aconteceu
durante as 8 horas em que ele permaneceu
em cativeiro.
Informações
obtidas pelo jornal O Mossoroense,
dão conta que “Buba” em seu depoimento declarou
ter sido ameaçado, que levaram dele um relógio
avaliado em cerca de R$ 2 mil e os quatro
desconhecidos, que aparentavam ser policiais
civis, haja vista dois deles usarem coletes
da corporação e uma algema, terem exigido
a importância de R$ 10 mil em dinheiro,
inclusive oferecendo-lhe um prazo para a
entrega, que se expira no dia de hoje.
A vítima,
o comerciante/agiota “Buba”, forneceu ainda
ao delegado Luiz Fernando informações mais
preciosas, que o bacharel disse a O Mossoroense
preferir mantê-las em sigilo, o que foi
prontamente aceito pela editoria de polícia
deste diário, preferindo desta forma trabalhar
de comum acordo com a polícia. “Houve vazamento
de informações, saindo da sala do escrivão,
onde eu deixei por momentos as folhas impressas
com o depoimento da vítima. Isso só vem
atrapalhar o nosso trabalho”, reclamou o
bacharel.
Ante o
descuido do escrivão da 1ª DP, foi cancelada
ontem à tarde uma vistoria ao local onde
Antônio Batista, o “Buba’, foi deixado na
noite de terça-feira, nas proximidades do
bar Zé da Volta III, trevo na BR-304 que
dá acesso ao município de Upanema. Os seqüestradores
estavam com um carro Brava de cor prata
e placa MOM-6220- Catolé do Rocha-PB, cujo
proprietário já foi identificado.
Titular
da Divipoe não acredita em envolvimento
da polícia
“Caso estes
seqüestradores façam parte dos quadros da
Polícia Civil, com certeza não são do Rio
Grande do Norte. Por outro lado, esta quadrilha
pode ter se arregimentado com coletes e
algemas. A vítima é uma pessoa bastante
conhecida na cidade e com certeza teria
identificado pelo menos um deles, pois agiram
de cara limpa”, declarou o bacharel Antônio
Caetano Baumman de Azevedo, titular da Divisão
de Polícia do Oeste (DIVIPOE) e que acompanha
as investigações sobre o seqüestro do comerciante/agiota
Antônio Batista, ocorrido na tarde da última
terça-feira.
Em contato
com esta reportagem, o delegado alegou ter
tomado conhecimento que a vítima, ainda
ciente de muita coisa que teme comentar,
talvez temerosa de alguma represália por
parte dos quatro homens que a dominaram
e permaneceram cerca de oito horas em local
incerto, levaram seu relógio avaliado em
R$ 2 mil. O caso deverá ser investigado
também pelo titular da Delegacia de Furtos
e Roubos (DFR), Denis Carvalho da Ponte.
Um trabalho
de investigações paralelo está sendo evidenciado
por parte da polícia do Estado da Paraíba,
que procura a proprietária do carro Brava,
cor prata e placa MOM-6220 - Catolé do Rocha,
Fabíola Monteiro. Com ela estão as informações
acerca de quem se apoderou de seu veículo
na manhã da última terça-feira e tentou
invadir a casa de “Buba”. Não conseguindo,
o seqüestrou quando ele chegava em casa
para almoçar.
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