|
Mineiro
diz que Wilma é refém dos grupos políticos
tradicionais do RN
LUÍS
JUETÊ Da Editoria de Política
O
presidente estadual do Partido dos Trabalhadores
(PT), deputado estadual Fernando Mineiro,
concedeu entrevista ontem ao programa Observador
Político (FM – 93,7), e na ocasião fez uma
avaliação da composição política do governo
Wilma de Faria (PSB).
Ele explicou
que não houve nenhum tipo de surpresa em
relação a composição do governo estadual
que assumiu há pouco mais de três meses.
Para ele, mesmo a governadora tendo sido
eleita sob um forte sentimento de mudança
por parte da sociedade norte-rio-grandense,
Wilma está sendo refém do jogo da política
mais tradicional do Estado.
“Ela (Wilma)
foi eleita de uma maneira independente –
entre aspas, das forças tradicionais, mas
a composição política do seu governo mostra
que os compromissos político-administrativos
possuem um olhar para trás”, analisou o
parlamentar petista, acrescentando que a
participação de partidos como o PFL e o
PTB mostram que o governo do Estado tem
suas raízes fincadas nos agrupamentos políticos
mais tradicionais.
Para Fernando
Mineiro, o governo estadual tem a face da
ex-prefeita Wilma de Faria, mas tem o corpo
das forças políticas tradicionais do Rio
Grande do Norte. “Se analisar os escalões
de Mossoró e região, por exemplo, você irá
constatar que os atores tradicionais são
indicados para a direção de escolas. É a
velha prática de pessoas indicadas sem qualificação
como uma moeda política. A tônica é essa”,
detonou Mineiro, argumentando que esse foi
um dos motivos que levaram o PT a não participar
do governo estadual.
COERÊNCIA
– O fato do PT ter participado diretamente
da eleição de Wilma de Faria no segundo
turno do pleito estadual, na opinião do
dirigente petista não se traduz em uma incoerência
por parte da sigla. “Não se trata de incoerência,
faz parte do jogo da política”, afirmou
Mineiro, enfatizando que o apoio do PT à
governadora no segundo turno se deu justamente
pelo fato de nacionalmente o PSB ter apoiado
a eleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, “nós fomos coerentes com a posição
do partido em nível estadual”, completou
o deputado petista, acrescentando que ao
assumir a sua cadeira na Assembléia Legislativa,
também assumiu a postura de oposição a Wilma
de Faria. “Se fosse por questão pessoal,
eu seria a última pessoa a apóia-la. Mas
pela primeira vez na história política do
Estado, um partido apoiou um candidato sem
querer cargos no governo”, reafirmou Mineiro.
|