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O Ministério Público, através da 1ª
e da 11ª Promotorias de Justiça da Comarca de Mossoró,
editou, na manhã de ontem, uma Recomendação endereçada
à gerente municipal de Saúde, Dorinha Burlamaqui, bem
como à prefeitura para acabar com a prática de desvio
de função no órgão. O documento é assinado pelo 1º promotor
de justiça Guglielmo Marconi Soares de Castro e pelo
11º promotor Alexandre Gonçalves Frazão.
No entendimento deles, o atendimento
comunitário e residencial dos cidadãos, buscando a prevenção
e promoção da saúde e a fiscalização e controle de doenças,
deveria ser a atividade exercida por cerca de seis servidores
que foram contratados pelo município para o cargo de
"Agente de Endemias", mas que no momento desenvolvem
funções de natureza burocrática e administrativa, incompatíveis
com as atividades previstas para o cargo.
Os funcionários que estão nessa situação
são Alex Alexandre Rodrigues Alves, Emanuel Andréas
Alves Costa, Luciana Karla de Souza Oliveira, Márcio
Dantas de Morais, Vera Lúcia de Oliveira e Maria de
Fátima Paula. Essas pessoas estão trabalhando nas funções
de motorista, agente administrativo e digitador.
Ainda segundo os promotores, a situação
se agrava mais ainda quando o levantamento do índice
de infestação por Aedes Aegypti para o ano de 2005,
da Secretaria Estadual de Saúde, diz que a cidade de
Mossoró atingiu o índice de 9,5 muito superiores ao
limite de 3,9 a partir do qual se caracteriza a situação
de risco de surto da dengue no município de Mossoró.
O Ministério Público requisita ainda
que, tanto a prefeitura como a gerente de Saúde, Dorinha
Burlamaqui, informem sobre o acatamento ou não da Recomendação,
indicando as medidas e enviando cópia dos atos expedidos
para tanto.
A prefeitura e a Gerência da Saúde
têm um prazo de dez dias para que os seis funcionários
retornem às funções de Agente de Endemias, sob pena
de serem tomadas as medidas cabíveis.
A gerente Dorinha Burlamaqui foi procurada
pela reportagem do jornal O Mossoroense, ontem à tarde,
e deu a sua versão. Ela informou que tem conhecimento
do problema, mas que já a partir desta quarta-feira
e durante todo o prazo de dez dias estipulado pelo Ministério
Público esses funcionários serão convocados para que
as explicações sejam dadas.
Ainda de acordo com a gerente da Saúde
do município, alguns desses funcionários estão nas funções
por necessidade ou por adequação ao serviço. "Às
vezes tem servidor que não se adapta a um tipo de serviço
e se enquadra perfeitamente em outro", informou.
Dorinha Burlamaqui disse ainda que
mesmo mudando de função, os servidores não recebem gratificação
extra por isso e que os mesmos são pagos com recursos
da própria prefeitura.
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