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COPA 2006

 

Por Márcio Bernardes

Vitória com sorte, mas indiscutÍvel

(Dortmund, BR Press) - A seleção brasileira venceu Gana, mas o torcedor passou o maior sufoco, principalmente no primeiro tempo. Depois do mistério sobre a escalação, Carlos Alberto Parreira colocou a mesma equipe que não empolgou nos dois primeiros jogos.

Felizmente, Ronaldo marcou aquele golaço logo aos 4 minutos, que acabou dando mais tranqüilidade ao time. No lance, Kaká tocou em velocidade na entrada da área para o Fenômeno, que, na frente do goleiro Kingston, pedalou, driblou e só empurrou para o gol vazio.

Falhas e sorte do Brasil. Sorte porque os jogadores de Gana não estavam com o pé na forma. Perderam muitas chances com péssimas finalizações. A maravilhosa defesa de Dida aos 41 minutos foi o ponto culminante das falhas notadas na defesa e no meio de campo. E repare que a cabeçada de Mensah foi muito boa. Por isto, Dida teve de defender com o pé direito.

Ronaldinho - Falhas porque não soubemos explorar a indisciplina tática de Gana. E mais uma vez Ronaldinho Gaúcho fez muita firula e não brilhou.

A seleção brasileira teve várias chances de contra-ataques na etapa inicial, mas somente aos 45 minutos, na inteligente jogada de Lúcio que lançou Kaká e depois Cafu, é que Adriano marcou o segundo gol, porém, impedido.

Sorte nossa que o bandeira e árbitro eslovacos foram generosos. Esse gol sacramentou a tranquilidade para o Brasil jogar o segundo tempo.

Justamente quando se esperava um bom aproveitamento nos contra-ataques, a seleção brasileira foi incipiente e falhou várias vezes. Única exceção aconteceu no gol de Zé Roberto, na belíssima jogada de Ricardinho aos 38 minutos.

A seleção africana criou as maiores e melhores oportunidades. Todas desperdiçadas pela má pontaria dos seus atacantes ou pela boa performance de Dida. A principal delas foi aos 23 minutos. O atacante Gyan chutou no canto e o goleiro brasileiro defendeu em dois tempos.

Roberto Carlos  - O ponto mais negativo do Brasil foi Roberto Carlos. O lateral marcou mal e não apoiou como nos velhos tempos.

Outra coisa preocupante foi a marcação de Emerson. Vale ressaltar que Zé Roberto teve um ótimo desempenho e foi um dos destaques da partida.

Crough, Crough, Crough!

Peter Crouch, atacante da seleção inglesa, está chateado com a mídia do seu país. Vários artigos afirmam que ele não sabe jogar com os pés.

O grandalhão diz que tem vários outros atributos e não apenas é bom de cabeça. Realmente, seu estilo desengonçado dá margem para várias interpretações. Mas para o estilo do futebol inglês está ótimo.

Totti e Ronaldo

 A imprensa italiana encarava o atacante Francesco Totti da mesma forma que os jornalistas brasileiros trataram Ronaldo, até o jogo contra o Japão.

O atacante teve dificuldades para recuperar a forma física, até porque ficou três meses afastado dos gramados se recuperando de uma contusão. Acabou no banco no jogo contra a Austrália, entrou e mudou a opinião dos colegas italianos.

Ivanov Guseu

Não foi só o presidente da Fifa que espinafrou o árbitro de Portugal e Holanda. O técnico Marco Van Basten saiu da Alemanha criticando Valentin Ivanov Guseu.

Felipão, que conhecemos como um chorão contumaz, só não falou nada porque ganhou o jogo e se classificou. Imaginem então se tivesse perdido.

FRASES

“Apesar do placar tranqüilo o jogo não foi tão fácil assim”. Carlos Alberto Parreira, valorizando o adversário desta terça-feira (27/06).

 

“Estou muito feliz por ter marcado o meu primeiro gol em Copa e por ter sido escolhido o melhor em campo”. Zé Roberto, cheio de glória.

 

“Os alemães são os favoritos”. José Pekerman, tirando o peso e a responsabilidade dos seus jogadores.

 

“Será uma final antecipada”. Jürg Klinsmann, técnico alemão, valorizando o jogo de sua equipe contra a Argentina.

TOQUE FINAL

Antes da fracassada campanha japonesa nesta Copa do Mundo, Zico já havia anunciado que deixaria o comando do quadro nacional. Independente de qualquer resultado, ele pensa em trabalhar na Europa.

 

Comentários surgiram dizendo que em agosto ele poderia substituir Carlos Alberto Parreira na CBF, assunto que já abordamos aqui na coluna.

 

Saburo Kawabuchi, presidente da Federação Japonesa de Futebol, pretende acertar com o novo treinador até o mês que vem.

 

Alguns nomes estão sendo cogitados. Entre eles, Didier Deschamps, ex-jogador de 36 anos, que dirigiu até setembro o Monaco, clube onde chegou em 2001. Ele também atuou pelo Olimpique, Chelsea, Juventus e Valência.

 

Falam também dos técnicos alemães Rudi Völler, que comandou a seleção do seu país em 2002 e Matthias Sammer, atual diretor-esportivo da seleção alemã.

 

No entanto, o ex-técnico da Iugoslávia, Ivic Osim, de 65 anos, é o mais cotado para substituir Zico. O presidente da J-League disse que o negócio está quase fechado; mais de 80% de possibilidades, portanto, são as chances de Osim comandar o Japão.

 

 

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