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Por Márcio Bernardes
Vitória com sorte, mas indiscutÍvel
(Dortmund, BR Press) - A seleção brasileira
venceu Gana, mas o torcedor passou o maior sufoco, principalmente
no primeiro tempo. Depois do mistério sobre a escalação,
Carlos Alberto Parreira colocou a mesma equipe que não
empolgou nos dois primeiros jogos.
Felizmente, Ronaldo marcou aquele
golaço logo aos 4 minutos, que acabou dando mais tranqüilidade
ao time. No lance, Kaká tocou em velocidade na entrada
da área para o Fenômeno, que, na frente do goleiro Kingston,
pedalou, driblou e só empurrou para o gol vazio.
Falhas e sorte do Brasil. Sorte porque
os jogadores de Gana não estavam com o pé na forma.
Perderam muitas chances com péssimas finalizações. A
maravilhosa defesa de Dida aos 41 minutos foi o ponto
culminante das falhas notadas na defesa e no meio de
campo. E repare que a cabeçada de Mensah foi muito boa.
Por isto, Dida teve de defender com o pé direito.
Ronaldinho - Falhas porque não soubemos
explorar a indisciplina tática de Gana. E mais uma vez
Ronaldinho Gaúcho fez muita firula e não brilhou.
A seleção brasileira teve várias chances
de contra-ataques na etapa inicial, mas somente aos
45 minutos, na inteligente jogada de Lúcio que lançou
Kaká e depois Cafu, é que Adriano marcou o segundo gol,
porém, impedido.
Sorte nossa que o bandeira e árbitro
eslovacos foram generosos. Esse gol sacramentou a tranquilidade
para o Brasil jogar o segundo tempo.
Justamente quando se esperava um bom
aproveitamento nos contra-ataques, a seleção brasileira
foi incipiente e falhou várias vezes. Única exceção
aconteceu no gol de Zé Roberto, na belíssima jogada
de Ricardinho aos 38 minutos.
A seleção africana criou as maiores
e melhores oportunidades. Todas desperdiçadas pela má
pontaria dos seus atacantes ou pela boa performance
de Dida. A principal delas foi aos 23 minutos. O atacante
Gyan chutou no canto e o goleiro brasileiro defendeu
em dois tempos.
Roberto Carlos - O ponto mais
negativo do Brasil foi Roberto Carlos. O lateral marcou
mal e não apoiou como nos velhos tempos.
Outra coisa preocupante foi a marcação
de Emerson. Vale ressaltar que Zé Roberto teve um ótimo
desempenho e foi um dos destaques da partida.
Crough, Crough, Crough!
Peter Crouch, atacante da seleção
inglesa, está chateado com a mídia do seu país. Vários
artigos afirmam que ele não sabe jogar com os pés.
O grandalhão diz que tem vários outros
atributos e não apenas é bom de cabeça. Realmente, seu
estilo desengonçado dá margem para várias interpretações.
Mas para o estilo do futebol inglês está ótimo.
Totti e Ronaldo
A imprensa italiana encarava
o atacante Francesco Totti da mesma forma que os jornalistas
brasileiros trataram Ronaldo, até o jogo contra o Japão.
O atacante teve dificuldades para
recuperar a forma física, até porque ficou três meses
afastado dos gramados se recuperando de uma contusão.
Acabou no banco no jogo contra a Austrália, entrou e
mudou a opinião dos colegas italianos.
Ivanov Guseu
Não foi só o presidente da Fifa que
espinafrou o árbitro de Portugal e Holanda. O técnico
Marco Van Basten saiu da Alemanha criticando Valentin
Ivanov Guseu.
Felipão, que conhecemos como um chorão
contumaz, só não falou nada porque ganhou o jogo e se
classificou. Imaginem então se tivesse perdido.
FRASES
“Apesar do placar tranqüilo o jogo
não foi tão fácil assim”. Carlos Alberto Parreira, valorizando
o adversário desta terça-feira (27/06).
“Estou muito feliz por ter marcado
o meu primeiro gol em Copa e por ter sido escolhido
o melhor em campo”. Zé Roberto, cheio de glória.
“Os alemães são os favoritos”. José
Pekerman, tirando o peso e a responsabilidade dos seus
jogadores.
“Será uma final antecipada”. Jürg
Klinsmann, técnico alemão, valorizando o jogo de sua
equipe contra a Argentina.
TOQUE FINAL
Antes da fracassada campanha japonesa
nesta Copa do Mundo, Zico já havia anunciado que deixaria
o comando do quadro nacional. Independente de qualquer
resultado, ele pensa em trabalhar na Europa.
Comentários surgiram dizendo que em
agosto ele poderia substituir Carlos Alberto Parreira
na CBF, assunto que já abordamos aqui na coluna.
Saburo Kawabuchi, presidente da Federação
Japonesa de Futebol, pretende acertar com o novo treinador
até o mês que vem.
Alguns nomes estão sendo cogitados.
Entre eles, Didier Deschamps, ex-jogador de 36 anos,
que dirigiu até setembro o Monaco, clube onde chegou
em 2001. Ele também atuou pelo Olimpique, Chelsea, Juventus
e Valência.
Falam também dos técnicos alemães
Rudi Völler, que comandou a seleção do seu país em 2002
e Matthias Sammer, atual diretor-esportivo da seleção
alemã.
No entanto, o ex-técnico da Iugoslávia,
Ivic Osim, de 65 anos, é o mais cotado para substituir
Zico. O presidente da J-League disse que o negócio está
quase fechado; mais de 80% de possibilidades, portanto,
são as chances de Osim comandar o Japão.
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