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CARTILHA
ELEITORAL
O Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) vai publicar uma cartilha esclarecendo
as modificações incluídas nas regras das eleições para
o corrente ano. Depois de tantas questões é preciso
saber o que pode e o que deve ser evitado. Na convenção
do PFL, em Mossoró, por exemplo, houve uma série de
atitudes tidas como incompatíveis. Sendo assim, o que
fazer com os que desobedeceram as normas eleitorais?
Cabe aos partidos adversários o encaminhamento à Justiça
Eleitoral das ações julgadas oportunas.
A situação dos candidatos
à reeleição vem sendo acompanhada de perto. Diferente
das vezes anteriores, há uma preocupação maior no sentido
de evitar a repetição de atos ocorridos em eleições
passadas, beneficiando os que estão nos cargos executivos.
Elogiado por alguns, o processo de reeleição, permanecendo
no cargo, vem sendo questionado por muitos que admitem
a possibilidade do beneficiamento eleitoral dos atuais
governantes.
Os que reagem mais
às regras atuais são, exatamente, os que foram beneficiados
no passado. Os adversários do presidente Lula reclamam
que ele está se aproveitando da situação para fortalecer
o seu nome, facilitando sua reeleição. Lula não tem
feito nada diferente do que foi praticado pelo presidente
Fernando Henrique quando, na mesma situação, disputou
a reeleição e foi vitorioso. O caso se repete
com os governadores e com os prefeitos.
Os exemplos passados
não justificam a manutenção de possíveis erros. Essa
é a preocupação do TSE, que pretende orientar os candidatos
à reeleição. Foi o presidente Lula quem mandou seu ministro
da Justiça procurar saber que regras e costumes poderão
ser observados. Como a máquina pública favorece aos
governantes, a busca dessa orientação é importante,
evitando críticas por parte das oposições. Melhor ainda
quando a iniciativa parte do governo.
Nas eleições anteriores,
o presidente FHC também teve essa preocupação. Procurou
o TSE e pediu que fossem publicadas algumas normas a
cumprir. O Partido dos Trabalhadores (PT), na oposição,
criticou a liberalidade das regras que favoreciam seu
principal adversário. Lula fez questão de sugerir que
as normas sejam as mais rígidas possíveis, no sentido
de evitar problemas futuros com o resultado do pleito.
O TSE, recentemente,
modificou todo um conjunto de regras que havia adotado
para as eleições deste ano. Como não tem poderes para
acabar com o processo de reeleição, poderá fiscalizar
mais de perto tudo aquilo que for feito pelos candidatos.
Caberá ao Congresso Nacional, possivelmente na próxima
legislatura, acabar com essa possibilidade. No momento,
não existe o consenso de que na democracia brasileira
ela seja salutar.
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