Suvisa mantém idéias para organizar indústria de
temperos do RN
 

Indústrias de temperos poderão se adequar a normas e critérios específicos da áreaA equipe que compõe a  Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária do Rio Grande do Norte (SUVISA) quer inspecionar as fábricas de temperos no RN, a partir das normas elaboradas em 2002, mas que acabaram não sendo percebidas pela Secretaria de Saúde do governo anterior.

Diante da importância da aprovação destas normas, a equipe estará encaminhando o projeto novamente, ainda neste trimestre, para as mãos do atual secretário de Saúde, Ivis Bezerra, para que seja analisado, solicitando a aprovação com a máxima urgência.

Segundo Lourdes Menezes, da Suvisa, o projeto, que deveria ter entrado em funcionamento desde o ano passado, sugere a criação de normas técnicas para a regulamentação da produção de temperos engarrafados no Estado, já que reconhecidamente a maior parte das empresas deste gênero está localizada na região oeste - 99% é do próprio RN - com pouca circulação de produtos nacionais neste gênero. Uma boa parte delas possui representações sediadas em Mossoró.

Ainda de acordo com a fiscal, as normas foram criadas a partir da necessidade de estabelecer regras para este tipo de produção da área de alimentos. Durante fiscalizações, empresas já foram autuadas por  não se encontrarem dentro dos padrões de higiene e regularização exigidos pelo Ministério da Saúde, através do órgão no Estado para a indústria de temperos, mas somente os atuais requisitos não se adequam à realidade.

Constatamos durante a fiscalização que era necessário criar as normas devido a existência de empresas com produção em fundo de quintal, o que se configura em um perigo à saúde dos consumidores”, explica Lourdes

Lourdes reforça que quanto a matéria-prima utilizada na fabricação, no projeto é exigida que as indústrias de tempero que têm como matéria mais utilizada o vinagre, apresentem sempre notas de compra do produto e estoque compatível com a produção. De acordo com ela, o intuito desta regra é impedir o uso do ácido acético no lugar do Vinagre, comprado em grande escala em empresas fornecedoras - pelo menos dois nomes de pontos comerciais de vendas em grande escala são de Mossoró - produto este que não há como realizar verificação nos laboratórios da Suvisa.

“A única forma de controlarmos impedindo o uso do ácido acético, impróprio para consumo em grande escala, é verificando os estoques destas empresas e fiscalizando os fornecedores. Sem isso, por análise não temos como identificar o produto químico”, reforça Lourdes.

A subcoordenadoria espera, com o reenvio do projeto, poder retormar as fiscalizações que vinham ocorrendo na cidade de Mossoró para verificar o cumprimento dos aspectos mínimos exigidos pelo Ministério da Saúde.

Aspectos relatados no projeto normatizam área e produtos utilizados

As normas contidas no projeto que deve ser encaminhado novamente à Secretaria Estadual de Saúde visam organizar e uniformizar desde estabelecimentos produtores de temperos, passando às instalações físicas, matéria-prima utilizada, embalagens, até os aspectos higiênicos sanitários e situação legal.

Neste último a proposta pretende cobrar a Licença Sanitária ou alvará concedido pela Suvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS) e repasse de impostos.

As embalagens, por exemplo, se forem de vidro, de acordo com o projeto, poderão ser reutilizadas, desde que sejam adotados procedimentos que garantam a higiene e integridade. Já as embalagens de plástico devem ser de primeiro uso, fabricadas ou adquiridas de terceiros. Verduras e hortaliças não podem ficar expostas, devem se apresentar limpas, sem parasitas, isenta de matéria terrosa e de detritos vegetais ou animais.

A maior modificação proposta se dá mesmo na parte de área física. As normas tratam de exigir a manutenção constante do piso e revestimento das paredes. O piso deve ser de material resistente ao vinagre que é ácido, impermeável, lavável e antiderrapante; não possuir frestas entre outros requisitos.

“Sabemos que no oeste tem muita empresa irregular, trocando até alho por macaxeira, enganando o consumidor. A medida, a partir da fiscalização freqüente, é que irão retirar as empresas que agem de má-fé junto ao consumidor”, reforça Lourdes.


 

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Mossoró-RN, quarta-feira, 29 de janeiro de 2003