Gerais 

Ministério da Saúde estabelece cronograma para auditoria no Distrito Federal 

BRASÍLIA (Agência Saúde) – O ministro da Saúde, Humberto Costa, determinou a instalação de um Grupo Tarefa para promover auditoria conjunta na gestão de Saúde do Distrito Federal.

O Grupo Tarefa será composto pela Secretaria de Atenção à Saúde, o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde, o Fundo Nacional de Saúde, Ministério Público Federal (Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde - PROSUS), Ministério Público do DF, Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e do DF, e a Controladoria Geral da União.

A primeira reunião do Grupo será no dia 4 de fevereiro (terça-feira), após todos os órgãos indicarem seus representantes para o trabalho conjunto sob a coordenação da SAS. Nessa ocasião, será definido o cronograma das tarefas a serem realizadas.

Além disso, seguindo as recomendações da auditoria realizada pelo DENASUS na Secretaria de Saúde do DF, em dezembro de 2002, o Ministério da Saúde resolveu:

1.Instalar, pelo DENASUS, auditoria em todos os serviços de saúde da rede pública do DF. De 12 a 27/02/2003, o DENASUS irá promover, em conjunto com auditores externos, auditoria específica nos serviços de hemodiálise e tratamento de pacientes renais crônicos;

2.Oferecer apoio e orientação para normas e procedimentos do SUS à Secretaria de Saúde do DF por meio de cooperação técnica;

3.Cobrar da Secretaria de Saúde do DF o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros - 2003 para que, desta forma, haja a previsão correta de alocação dos recursos da União e do DF;

4.Encaminhar ao Grupo de Acompanhamento e Responsabilização, criado em 2000, o resultado final da auditoria para providências cabíveis.

Desde 1999, são realizadas auditorias no Distrito Federal, sendo que o maior número de processos aconteceu no ano passado. Algumas auditorias ainda não foram concluídas e terão continuidade. O Ministério da Saúde espera que instituição da auditoria conjunta torne o processo mais completo e ágil para correção de eventuais falhas e irregularidades verificadas.

Mercado prevê inflação de 11,34% para 2003

Os analistas de mercado elevaram as projeções para a inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em 2003. Mesmo depois de divulgada a meta ajustada de inflação que será perseguida pelo Banco Central neste ano, de 8,5%, a expectativa dos analistas é de que o IPCA feche 2003 em 11,34%, contra os 11,19% previstos na semana passada.

A projeção consta do boletim Focus, divulgado ontem pelo BC, que traz as projeções de economistas e analistas do mercado financeiro semanalmente. Para 2004, a estimativa de inflação foi mantida em 8%, mas ainda é superior à meta ajustada de 5,5% definida pelo governo. O mercado continua na expectativa de aumento do esforço fiscal do setor público. Apesar de a meta de superávit primário (economia para pagamento de

juros da dívida) para este ano ainda ser de 3,75% do PIB (Produto Interno Bruto), os analistas elevaram mais uma vez a projeção de superávit primário das contas púbicas de 3,85% do PIB para 3,90% do PIB.

Com relação ao crescimento da economia, a projeção cresceu ligeiramente, de 1,99% para 2% do PIB em 2003, mas também está abaixo da expectativa do BC. Quando definiu a meta ajustada de 8,5% de inflação neste ano, o BC estimou a possibilidade de a economia crescer 2,8% do PIB no período. Para 2004, o mercado continua apontando para um crescimento de 3% do PIB.  

Os analistas mantiveram as estimativas de superávit da balança comercial, de US$ 15,5 bilhões para 2003 e de US$ 16 bilhões para 2004. As projeções para o déficit em conta corrente (conta que reflete o resultado das transações comerciais e de serviços do país com o exterior) são de US$ 5,70 bilhões para 2003 e de US$ 5 bilhões para 2004.

Também foram mantidas as estimativas para ingresso de investimentos estrangeiros diretos no país neste ano, de US$ 13 bilhões, e para 2004, de US$ 15 bilhões. O governo brasileiro trabalha com uma expectativa de ingressos da ordem de US$ 16 bilhões neste ano. Com relação ao câmbio, a expectativa do mercado é de uma taxa de câmbio de R$ 3,60 ao final deste ano e de R$ 3,77 ao final de 2004. Para os juros, os analistas projetam uma taxa Selic de 20% ao ano no final de 2003 e de 16,95% ao ano ao final de 2004.

Mega-Sena, Lotomania, Dupla Sena e Lotogol pagarão, juntas, mais de R$ 13,8 milhões

Uma boa notícia para os apostadores: quatro Loterias da Caixa Econômica Federal estão com seus prêmios acumulados. Mega-Sena, Dupla Sena, Lotomania e Lotogol deverão distribuir, ao todo, mais de R$ 13,8 milhões para os felizardos que acertarem as suas faixas principais.

O prêmio da Dupla Sena, que está acumulado há 24 concursos, também não saiu no concurso 122 de sexta-feira e vai bater um recorde histórico: o ganhador da sena do 1º sorteio ficará com R$ 10 milhões! A Mega-Sena, que voltou a acumular, pagará em torno de R$ 2 milhões.

O prêmio da Lotomania também acumulou e seu prêmio deverá ser de R$ 1,3 milhão (20 acertos) e beirar os R$ 400 mil (nenhum acerto). O Lotogol reserva R$ 120 mil para os amantes de futebol que acertarem os placares dos jogos esportivos desta semana. A apuração desta modalidade ocorre na segunda-feira que vem (03/02).

As Loterias da CAIXA cumprem importante papel social, repassando parte de suas arrecadações a programas sociais do governo federal. Entre eles, estão o crédito educativo (FIES), Fundo Nacional da Cultura e Seguridade Social.

Além disso, outras entidades são beneficiadas com os recursos repassados pelas Loterias, como a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), a Cruz Vermelha e confederações esportivas brasileiras. Desde 1997 até dezembro de 2002, as Loterias já repassaram a esses programas governamentais mais de R$ 5,2 bilhões, além de mais de R$ 1,78 bilhão em imposto de renda.


 

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Mossoró-RN, quarta-feira, 29 de janeiro de 2003