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A
mídia formando opinião
Em um programa
iterativo, onde se discutia o poder da mídia,
presenciei uma discussão exaltada, em torno
de uma possível declaração de guerra ao
Iraque, por parte dos americanos. Os participantes
falavam do comportamento da imprensa, em
seus países, e queriam saber qual o comportamento
dos órgãos de informação, em cada região
do mundo. No final, pôde ser vista uma reação
universal a essa possibilidade. A idéia
geral é que George Bush está mais interessado
no petróleo dos iraquianos que na possibilidade
da existência de armas de destruição maciça
escondidas ou fabricadas nesse país.
Haviam
americanos participando do debate. E eles
mostravam-se perplexos em relação ao seu
governo. Logo após o incidente terrorista
do World Trade Center, havia o sentimento
de revolta e de vingança no coração de cada
um. Hoje, as coisas estão diferentes. Não
acreditam no seu presidente e consideram
exagero a pressão que vem sendo feita a
Saddam Hussein. Estão conscientes que os
motivos são bem diferentes. Por isso mesmo,
chamam a atenção para que a mídia não venha
a influenciar de maneira enganosa. O poder
da imprensa é grande e poderá haver campanha
para angariar simpatias a essa guerra.
Ouvindo
o debate, lembrei que, durante a Segunda
Guerra Mundial, costumava-se dizer, no Brasil,
que o principal herói dos aliados não tinha
sido o general Eisenhower, nem o general
Montgomery, nem Churchill ou Roosevelt.
A figura principal tinha sido o Repórter
Esso que, de hora em hora, noticiava as
vitórias aliadas, mesmo que o resultado
tivesse sido uma grande derrota. Mesmo com
o noticiário manipulando os resultados,
todos acreditavam no que ouviam. Daí a importância
de uma cobertura honesta sobre esses acontecimentos.
Depois da queda da URSS, os americanos têm
se especializado na pressão aos pequenos
países. E o Iraque é a bola da vez.
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