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Comportamento
Leitura,
uma diversão
Corredores
um pouco apertados, repleto de estantes
de todos os lados e muito silêncio. Diferente
de um lugar amedrontador, o ambiente descrito
pertence à Biblioteca Municipal Ney Pontes
Duarte, em Mossoró.
Lá, um
mundo de informações está contido em livros
diversos, organizadamente guardados nas
estantes. Muitos deles de tão velhos mal
é possível se identificar o título, mas
nem por isso tornam-se menos importantes.
Mesmo assim,
muitas pessoas não costumam entrar nesse
ambiente com o objetivo de se divertir e
viajar por esse mundo tão rico. Apenas uma
minoria ainda acredita que a leitura também
é uma prática de prazer e a biblioteca,
o lugar ideal para aproveitar (e muito bem)
o tempo.
Os estudantes
Marcos Moura, 18 e Rosemberg Alves, 19,
costumam freqüentar a biblioteca sempre
que podem. Primeiro para estudar, já que
se preparam para enfrentar o vestibular
e segundo, para se divertirem lendo os livros.
Para o
estudante Marcos Moura, a palavra-chave
para explicar por que que muitos jovens
não se interessam pelos livros pode ser
resumida na palavra-chave “Paciência”. Segundo
ele, a leitura proporciona um tipo de diversão
diferente, mais lenta e por isso são poucos
que têm paciência de levá-la adiante.
“A maioria
prefere assistir um filme legal, ou mesmo
não assistir nada a ler um livro. São diversões
imediatas e não exigem paciência e nem a
espera para entender o que os textos estão
querendo passar”, diz o estudante que aborda
ainda frases comuns dos amigos como ‘ler
é perda de tempo ou ainda ‘ler é chato demais’.
“Uma impressão errada por sinal”, opina
Ildone sobre o assunto.
O mesmo
acontece com o grupo de amigos de Rosemberg.
Para ele é difícil tentar convencer os amigos
de que ler é uma atividade muito melhor
do que eles pensam, principalmente por que
o hábito da leitura não se adquire de uma
hora para outra.
“Ler tem
muitas vantagens para quem gosta, por isso
não procuro convencê-los a fazer isso, por
que não vai adiantar. O gosto pela leitura
precisa começar de cedo”, diz Rosemberg.
Estudante
aborda falta de incentivo à leitura
nas escolas
A leitura
parece mesmo não integrar a lista do lazer
preferido dos jovens. Tanto é que há mais
de um ano o Ministério da Educação e Cultura
(MEC) veicula uma série de propagandas direcionadas
principalmente a crianças e jovens, mostrando
a leitura como uma atividade de prazer.
O slogan
“Leia mais, Ler é viver, Paixão de ler”
e etc, querem despertar os estudantes de
que a prática da leitura, mesmo não sendo
uma das mais novas formas de diversão, ainda
pode ser incluída como um lazer.
Mas na
opinião da estudante Elisângela Soares,
19, não há incentivo à leitura, principalmente
nas escolas públicas.
“As coisas
já melhoraram, mas é preciso que se estimule
desde o primário. Acho que também a pouco
uso das bibliotecas nas escolas também contribuem
para que a prática da leitura seja abandonada”,
diz Elisângela colocando que geralmente
nestes casos, com o passar do tempo, as
escolas passam a cobrar que o aluno leia
mais, mas já é tarde.
“A criança
que não é incentivada, quando cresce não
vai ler um livro, a não ser que seja obrigada
a ler. Daí muitos jovens não gostarem da
leitura como um lazer”, explica a estudante.
Biblioteca
Municipal possui mais de 25 mil livros
A Biblioteca
Municipal Ney Pontes Duarte, situada na
praça Bento Praxedes, 112, foi criada em
5 de abril de 1948 em Mossoró, pelo então
prefeito Jerônimo Dix-sept Rosado.
Atualmente
a biblioteca dispõe de 13 funcionários.
Nele, o papel das atendentes é especial.
Sem as atendentes, segundo os próprios visitantes,
torna-se impossível achar algo dentro do
amplo acervo, com mais de 25 mil livros.
Algumas obras raras foram obtidas através
de doações da população.
A biblioteca
funciona de segunda a sexta-feira, das 7h
às 19h, sem intervalo. Além da consulta
local o visitante pode obter informações
de como pedir um livro emprestado e outros
serviços oferecidos pela biblioteca. Boa
leitura!
‘Alguma
lembrança’
Personagens
da Literatura que você deve conhecer
Fonte -
Guia dos Curiosos (Marcelo Pires)
Alice -
Ao perseguir um coelho, Alice cai num buraco
e vai parar no país das Maravilhas. Ali
vive uma série de aventuras, ao lado de
outros personagens como a Lebre e o Chapeleiro
Maluco. O livro foi escrito em 1865, por
Lewis Carrol.
Romeu e
Julieta - Em Verona, na Itália, a família
dos Capuleto e a dos Montéqui viviam se
desentendendo. O jovem Romeu Montéqui vai
ao baile de máscaras dos Capuleto e conhece
a Julieta, por quem se apixona sendo correspondido.
O amor proibido devido a rivalidade das
famílias acaba por vitimá-los. A autoria
é de William Shakespeare, 1596.
Xerazade
- O sultão Xeriar surpreendeu a sua primeira
esposa conversando com outro homem e mandou
degolá-la. A partir daí decidiu que se casaria
com um mulher todos os dias e a mataria
após a noite de núpcias. Até que Xerazade
apareceu e com suas histórias intermináveis
conseguiu desviar a tensão do sultão por
‘mil e uma noites’. As histórias contadas
por Xerazade integram as várias fábulas
árabes.
Emília
- O sítio do Pica-pau Amarelo e toda uma
riqueza de histórias partiu do escritor
Monteiro Lobato, em 1921. A boneca Emília
com seu pó de pirlimpimpim, sapeca e ciumenta,
conquistou crianças e adultos com suas peripécias,
assim como os personagens Visconde de Sabugosa,
Tia Nastácia, Saci e a Cuca.
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