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O
alvo errado
Por que
Santa Catarina, se o Ceará é mais perto?
A pergunta diz respeito às viagens que a
prefeita de Mossoró fez ao Estado sulino
na companhia de alguns secretários em busca
de prometidos investimentos industriais.
E sempre que voltavam afirmavam a certeza
do início imediato da construção de unidades
fabris em nosso município. Assim surgiram
as balelas sobre as ceramistas Itagrés e
Cecrisa, empresas prontas a se estabelecerem
por aqui, segundo propalavam representantes
do Poder Executivo mossoroense, os empresários
catarinenses e a imprensa local efusivamente
noticiava.
Os dias,
semanas, meses foram se passando e até agora
nada. Aliás, o tema submergiu numa nuvem
espessa de silêncio. Do Palácio da Resistência
não se escuta mais nem murmúrio sobre o
assunto. Parece que de Santa Catarina só
teremos mesmo o Guga que é natural desse
Estado e a alegria de suas boas jogadas
no tênis. O mais, está parecendo conversa
fiada para desviar atenção pela falta de
planejamento e inércia da administração
rosalbista quanto a uma política eficiente
de desenvolvimento econômico para o município.
Gastava-se
tempo e dinheiro público pelo Sul do País
a pretexto de trazer investimentos empresariais
para Mossoró numa empreitada até agora frustrada.
Enquanto isso, Natal sem alarde, ganhava
a Santana Têxtil, importante e sólida
indústria cearense que irá inaugurar sua
unidade fabril natalense no próximo mês
de maio. A empresa investiu no empreendimento
natalense a bolada de 10 milhões de dólares.
É dinheiro em rojão. Sem falar nos empregos
que irá gerar diretos e indiretamente considerando-se
a indústria têxtil uma das mais empregadoras,
especialmente em relação à mão-de-obra feminina.
Pois é,
foram tão longe atrás do ouro que não existia
e esqueceram de procurá-lo ao lado onde
se encontrava a mina. É o caso de se dizer
apropriadamente, que quem não tem competência
não se estabelece.
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