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Reforma
da Previdência provoca correria ao INSS
As
alterações previstas na Reforma da Previdência
têm provocado uma verdadeira correria de
pessoas ao Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) em busca de informações sobre
as mudanças na lei.
O governo
federal deverá estar encaminhando amanhã
para o Congresso Nacional o texto final
com as mudanças previstas. A população apreensiva
com o que poderá ocorrer procura se informar
como pode sobre o assunto.
“A inquietação
da população tem aumentado bastante”, diz
a assistente social Maria do Socorro Rodrigues
dos Santos, coordenadora do Programa de
Estabilidade Social do INSS em Mossoró.
TENDÊNCIA
– De acordo com ela, a tendência será aumentar
cada vez mais o número de pessoas em busca
de esclarecimentos nas agências do INSS.
“A orientação que temos dado à população
é que não sabemos ainda como será feita
essa reforma”.
Segundo
Socorro Rodrigues, por enquanto, os pedidos
de aposentadoria não aumentaram. O INSS
despacha por dia uma média de 120 processos
referentes a onze tipos diferentes de benefícios.
Os mais
comuns se referem mesmo a aposentadorias
e pensões, que representam a maioria na
folha de pagamento da Previdência Social.
“Quem pode se aposentar tem se aposentado
logo”, conta a assistente social.
Socorro
Rodrigues prevê que se forem aprovadas as
mudanças anunciadas pelo governo federal
deverá haver uma correria por parte dos
servidores públicos em busca da aposentadoria,
já que o peso maior das reformas recairá
sobre eles.
INSS
poderá ser esvaziado com reforma
Para o
presidente da Associação Nacional dos Servidores
da Previdência Social (ANASPS), Paulo César
de Souza, a reforma da Previdência deverá
desencadear uma nova enxurrada de aposentadorias,
tal como ocorreu em 1991 e 1995.
“No INSS,
onde a média mensal de aposentadorias é
1.400, poderemos chegar a 2.800 só neste
ano, caso o governo ponha a sua tropa de
choque e o seu rolo compressor para a provar
a reforma”, disparou Paulo César.
PROBLEMA
– O presidente da ANASPS acredita que a
procura por aposentadorias começará dentro
do próprio INSS, mas que em todo o serviço
público cerca de 35 mil servidores poderão
se aposentar de imediato.
O problema
ocasionado pela reforma poderá gerar um
déficit ainda maior de pessoal nas repartições
do INSS. Em 1990, o instituto tinha 53 mil
servidores em todo o país. Hoje esse número
está reduzido a 37 mil.
“A lotação
ideal do INSS é de 57 mil servidores, existindo
um déficit de 30 mil, suprido em parte pela
contratação de estagiários e terceirizados
de todos os níveis”, replicou Paulo César.
Na Gerência
Executiva do INSS em Mossoró o número de
estagiários chega a 20. Como também não
tem ocorrido concurso público para novas
contratações, a agência tem funcionado com
um número de servidores cada vez mais diminuto.
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