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Sandra
Rosado diz que taxação dos inativos
é um abuso
A
Reforma da Previdência, proposta pelo governo
federal, não tem o apoio da deputada federal
Sandra Rosado (PMDB), quando o assunto é
a cobrança previdenciária aos servidores
inativos, da iniciativa pública, e trabalhadores
inativos da iniciativa privada.
A parlamentar,
que é a única representante de Mossoró na
Câmara dos Deputados, é contra o item por
considerar um abuso aos que já deram sua
contribuição por vários anos.
Para a
deputada, o governo precisa encontrar uma
outra alternativa que não venha prejudicar
os aposentados. “Não é justo continuar cobrando
imposto de quem tanto tempo trabalhou e
já deu sua parcela de contribuição para
com a União. Acho que devemos estudar e
avaliar melhor todos os pontos da Reforma
para que não venha prejudicar ninguém”,
observou a parlamentar.
A reforma
está inserida na Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) elaborada ainda pelo governo Fernando
Henrique Cardoso, e agora seqüenciada na
gestão Lula. A pretensão é retirar, acrescentar
e alterar normas que regem o sistema previdenciário
brasileiro, especialmente no que diz respeito
às aposentadorias.
A justificativa
do governo federal para a cobrança aos inativos
é a de sanar a crise permanente da Previdência.
“Sei que a crise da previdência deve ser
superada, mas para isso não devemos penalizar
os aposentados. Isso, eu descordo por total”,
enfatizou Sandra Rosado.
Como forma
de evitar que a taxação aos inativos possa
prejudicar a votação da Reforma da Previdência,
os deputados estão pleiteando a negociação
da cobrança com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. “Temos que evitar a polêmica
em torno desse ponto. O governo tem que
negociar a melhor forma para a pauta fluir
no Congresso Nacional”, analisou.
A expectativa
é de que o governo encaminhe a Reforma da
Previdência ao Congresso Nacional até o
final do próximo mês. “E o que eu puder
fazer para evitar que os aposentados venham
a ser prejudicados farei. Minha posição
é essa. Totalmente contra a cobrança aos
inativos. Não faz sentido aprovarmos esse
item. Temos que buscar outra alternativa”,
finalizou a parlamentar mossoroense.
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