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Talvez
tivesse sido melhor
O ministro
do Planejamento, Guido Mantega, solenemente
anunciou o aumento pacientemente esperado
pelo funcionalismo público. Reajuste linear
entre 1% a 13%. O maior percentual é para
quem ganha até 400 reais.
É justo
receber mais os que ganham menos. Ainda
assim, muito pouco para quem ficou sem qualquer
aumento durante oito anos. A situação financeira
do País parece impossibilitar de ser diferente
o comportamento do governo quanto a questão.
É compreensível. Não se entende, porém,
esse 1% para uma grande massa de barnabé.
O anúncio dessa mixaria soou como uma gozação,
se não uma afronta contra esses assalariados
públicos que merecem o maior respeito de
todos. Afinal de contas, são eles que dedicam
seus tempos e suas vidas a servirem a população
carente de seus serviços na manutenção e
funcionamento do Estado. Estão presentes
na educação, na saúde, na segurança, enfim,
no dia-a-dia do cidadão. O exemplo do Iraque
sem essa organização é emblemático: saques,
vandalismo e baderna como se vê nas ruas
de Bagdá e outras cidades do país invadido
e sem governo.
Talvez
tivesse sido mais conveniente o ministro
Mantega ter dito a verdade à população e
ao funcionalismo em particular sobre a conjuntura
desfavorável, a falta de condições para
oferecer algo melhor, mas com perspectiva
de corrigir a injustiça tão logo o país
recuperasse a economia, quem sabe, fosse
uma saída.
Com certeza,
a coisa bem explicada e debatida, os servidores
com seu elevado espírito público compreenderiam
e sem dúvida alguma ajuizariam mais um voto
de confiança e esperança no governo Lula.
Continuando os equívocos e ambigüidades
do presente, prevalecerá a dúvida
e o receio de que teremos a continuidade
da malfadada era FHC amplamente repudiada
pelos brasileiros nas últimas eleições presidenciais.
Lembrem-se disso.
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