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A Oi (Telemar) prevê um impacto "neutro"
sobre a receita da empresa a mudança da cobrança de
pulso para minuto, mas admite que trata-se apenas uma
avaliação preliminar.
Por enquanto, a empresa somente fez
a migração no Espírito Santo --com 500 mil assinantes--
um Estado que por razões técnicas é considerado estratégico.
"No momento, o sentimento é que temos [sobre a
mudança de cobrança] é com relação ao Espírito Santo.
Nossos estudos preliminares indicam
uma tendência que o impacto seja neutro, nem bom nem
ruim", afirmou José Luís Salazar, diretor de Finanças
e de Relações com Investidores da Oi (ex-Telemar), em
teleconferência com analistas de mercado.
A cobrança por minutos deve atingir
quase 3 mil municípios até o fim de junho, quando termina
o prazo para a conversão. Segundo estimativa da Anatel
(Agência Nacional de Telecomunicações) não haverá conversão
em aproximadamente 2,8 mil municípios, onde as empresas
consideraram que não era viável economicamente implantar
a cobrança em minutos.
Celulares
O executivo também afirmou que a operadora
espera reduzir "um pouco" o nível de subsídios
para aquisição de celulares no segmento pós-pago de
baixo valor.
Também afirmou que estima uma elevação
do chamado Arpu (receita média por usuário), que caiu
no primeiro trimestre, com uma melhora no mix de vendas
de aparelhos de baixo e alto valor --usuários de aparelhos
mais caros tendem a usar mais serviços e gastar mais
com seu aparelho.
Entre o primeiro trimestre de 2006
e o mesmo período de 2007, a receita de telefonia móvel
cresceu 45,2%, para R$ 990 milhões. A receita de revenda
de aparelhos, no entanto, sofreu queda de 30,2%, para
R$ 54 milhões.
Em seu balanço, a empresa atribuiu
o decréscimo à estratégia de concentrar as vendas no
"simcard" no segmento pré-pago.
Ele afirmou que a Oi manteve a meta
de 15 milhões de usuários de telefonia móvel para este
ano. Em março, de acordo com o balanço do primeiro trimestre,
a base era de 13,358 milhões.
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