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O governo chinês pediu esclarecimentos
à Embaixada do Brasil em Pequim sobre o aumento de 20%
a 35% de tarifas na importação de calçados e confecções
determinada pelo governo.
A resposta foi a de que a medida tem
caráter geral e não se aplica especificamente à China,
embora venham do país os calçados e têxteis que abocanham
fatia cada vez maior do mercado nacional.
Paul Liu, presidente da Câmara Brasil-China
de Desenvolvimento Econômico, diz que a indústria brasileira
tem de melhorar sua competitividade para enfrentar os
chineses. "Do contrário, a situação vai ficar ainda
pior quando a tarifa cair de novo", ressalta. Em
sua opinião, a importação pode continuar em níveis altos,
mesmo com o aumento de tarifa, em razão da demanda dos
importadores brasileiros.
Neste ano, o Brasil deve registrar
o primeiro déficit da década no comércio com a China.
Só nos três primeiros meses, a balança ficou negativa
em US$ 523 milhões, valor 744% superior ao resultado
negativo de igual período do ano passado.
Em 2006, dos US$ 398 milhões importados
em confecções, US$ 205 milhões vieram da China. No caso
dos calçados, foram US$ 91 milhões de um total US$ 149
milhões.
Proteção "nula"
Para a Associação Brasileira de Comércio
Exterior (AEB), a desvalorização do dólar nos últimos
três anos torna praticamente nula a proteção tarifária.
Desde 2004, a desvalorização da moeda americana foi
de 31%, segundo dados do Banco Central, quase a mesma
taxa de proteção anunciada anteontem.
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